sábado, 19 de agosto de 2017

Palestras do 1º Simpósio de Preservação do Patrimônio Artístico e Cultural podem ser baixadas



O 1º Simpósio: Preservação do Patrimônio Artístico e Cultural, realizado nos dias 19 e 20 de maio de 2017 na Diocese de Petrópolis, teve tem como objetivo contribuir para a formação de agentes interessados na valorização e promoção e salvaguarda do patrimônio artístico e cultural e promover a interação e troca de experiências, metodologias e estudos, envolvendo todos os campos da preservação e oriundos do setor público, do setor privado e das comunidades. Para facilitar o estudo, neste link estão disponibilizados as palestras e os vídeos do Simpósio.

Curso de Conservação e restauro de pintura sobre cavalete



ATENÇÃO RIO DE JANEIRO!!!
Atendendo a pedidos, aulas quinzenais aos sábados!
Maiores informações e grade completa:
nar.contato@gmail.com

Fonte: NAR - Núcleo de Artes Conservação e Restauro

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Igrejas feias fazem mal para a alma – a importância da beleza estética na Liturgia para a evangelização


Tradução do original: Brian Holdsworth - Make Church Architecture Great Again https://www.youtube.com/watch?v=FkCe-...

Uma das maiores vítimas desse pensamento relativista foi a arquitetura das igrejas. Nesse vídeo, Brian Holdsworth explica porque nós devemos voltar às nossas tradições católicas e abandonar o modernismo na arquitetura. 
O jovem 'youtuber' Brian Holdsworth


ASSIM COMO ACONTECE com a Verdade, a Beleza também não é relativa. Está aí um assunto que quase inevitavelmente provocará polêmica nos ambientes modernos, já que os ouvidos dos nossos tempos, profundamente doutrinados na ideologia socialista, não admitem desigualdade de espécie alguma – ainda que as desigualdades inegavelmente existam e sejam mais do que evidentes.

É preciso um altíssimo grau de cegueira voluntária para negar que, neste mundo, existem coisas bonitas e coisas feias – incluindo pessoas. Ora, não estamos aqui falando do caráter e nem da dignidade de ninguém. Uma pessoa muito boa pode ser muito feia, e todos sabemos que isso acontece muito, talvez até porque as pessoas desprovidas de beleza estética estejam livres de certas tentações, como por exemplo a da vaidade.

S. João Maria Vianney que o diga, ou será que, olhando as fotos do santo Cura d'Ars, alguém ousaria dizer que ele foi um modelo de beleza física? Claro que a santidade de alguém e/ou o amor que nutrimos por essa pessoa pode torná-la bela de um modo muito especial, e de fato muito mais elevado que o da mera aparência física; a visão de alguém que amamos, independente da estética, é sempre agradável aos olhos e, via de regra, alguém que é bom para todos parece sempre formoso(a) diante de todos.





Mas estamos tratando aqui de um assunto muitíssimo mais profundo. Falamos da importância e da função real da beleza para a evangelização Há alguns anos, o presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, Dom Rino Fisichella, declarou que "A beleza é um caminho privilegiado para a evangelização” (fonte). Além disso, um fato pouco conhecido (porque pouco divulgado) é que existem estudos e testemunhos de conversões que compravam a eficácia da arte sacra na evangelização.


Um estudo recentemente divulgado pelo jornal inglês "The Telegraph"[1] avaliou a participação dos jovens nas práticas religiosas e identificou um elemento que surpreendeu a muitos: a grande eficácia da arquitetura sacra para inspirar conversões. O estudo sugere que os novos métodos, nos quais vem investindo com prioridade a Igreja, como por exemplo os grupos de jovens, são menos efetivos do que a prática das orações tradicionais e a simples visita a um belo templo, liturgicamente construído e ornamentado.


As conclusões da pesquisa classificaram o contato com um templo harmonioso e bem acabado numa posição mais alta de eficácia do que a participação em um grupo de oração, os eventos que promovem o diálogo ecumênico e diversas outras frentes as quais a hierarquia da Igreja vem priorizando nos últimos tempos. Nos chamados "shows de evangelização" e megaeventos com artistas católicos, por exemplo, ocorre uma grande afluência de jovens, mas não necessariamente a evangelização propriamente dita. A mocidade vai cantar, dançar, interagir, viver uma aventura diferente, mas... O que aprendem? Que tipo de catequese recebem ali? Poderíamos realmente afirmar que nesses locais ocorrem autênticas experiências religiosas? Em que nível?


Já os números da pesquisa inglesa concordam com a tradição católica da arquitetura sacra, e reafirmam o seu potente valor catequético. Comentando sobre a beleza do templo da Universidade de Sto. Tomás de Aquino, nos EUA, o arquiteto Kevin Clark citou à publicação "Adoremus": "É surpreendente ver católicos e não católicos participarem na beleza física do edifício. Essa beleza (do templo) é parte da sua conversão, e isso é algo intrigante".

As igrejas antigas (pré-conciliares) continham em sua própria estrutura tinham um mistério, uma atmosfera de reverência ao sagrado que desapareceu nas construções modernas. O edifício em forma de Cruz, a abóbada, a acústica, as paredes decoradas com imagens das vidas dos santos, o acabamento repleto de simbologia sagrada, os elementos litúrgicos, a luz das velas, o aroma do incenso, os vitrais... Era difícil entrar em um templo bem cuidado e não se sentir pré-disposto à oração; tudo levava a uma reverência pelo Divino. Parece inegável que essa curiosidade e essa atração estética inicial atrai os jovens e os prepara a um contato mais profundo com a mensagem cristã católica.

Lamentavelmente, pouco sobrou de toda essa atmosfera que remetia à adoração de Deus nos caixotões pós-conciliares, que se parecem bem mais com galpões, tendo ao centro um mero palco e não mais o Altar do Sacrifício, e o Sacrário –, que deveria ser o centro de tudo –, relegado a um canto.


"Os estudantes têm sede de beleza, e os estudos recentes apontam que a beleza é uma das razões mais significativas pelas quais pessoas chegam à fé católica e permanecem nela", afirmou o documento de apresentação do projeto de construção da capelada da Universidade de St. Paul, em Madison, EUA. "A edificação necessita ser grande, bela e suficientemente visível para que os estudantes a notem". A instituição deseja substituir a edificação em estilo moderno atual, em parte, porque os estudantes não a reconhecem como templo; assim se evidenciará a importância de enfatizar claramente a sua identidade cristã católica.


Que a "Via da Beleza" continua sendo um passo prévio, que requer ser seguido por um encontro autêntico com Deus, sua implementação contribui de forma notável à Evangelização, como reconhece o Pontifício Conselho para a Cultura no documento "A Via Pulchritudinis": "A capacidade comunicativa da arte sacra se mostra capaz de romper barreiras, filtrar os prejuízos e tocar o coração das pessoas de diferentes culturas e religiões, permitindo-lhes perceber a universalidade da mensagem de Cristo e seu Evangelho".

Fonte: O Fiel Católico

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Pós-Graduação em Música Sacra (Portugal)






A música, tanto a instrumental como, sobretudo, a vocal, é um dos elementos mais válidos na celebração litúrgica, e sobressai entre outras expressões de arte (SC 112).

A Escola das Artes e a Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa – Porto têm o prazer de apresentar, em iniciativa conjunta, uma nova edição do curso de Pós-Graduação em Música Sacra. No seio da sua missão, a UCP deseja continuar a gerar, desenvolver e acompanhar o diálogo entre Fé, Cultura, Arte e Ensino.

Objectivos gerais

- Desenvolver, qualificar e promover a música da Igreja
- Veicular a música sacra como um dos fundamentos da cultura cristã
- Entender as diversas formas de ligação entre o “tesouro musical da Igreja” e as necessidades actuais das comunidades
- Resgatar para o mundo universitário a importância da arte e cultura cristãs

Competências

- Desempenhar adequadamente as tarefas do ministério da música: canto, órgão, direcção de coro, etc.
- Contribuir para uma melhoria da qualidade do serviço musical
- Conhecer e entender os repertórios do passado e do presente
- Entender a liturgia, conhecendo os ritos e as suas expressões musicais
- Ser capaz de convocar os novos meios da sociedade da informação


Os alunos da Pós-graduação em Música Sacra poderão beneficiar das seguintes infraestruturas e equipamentos da Escola das Artes e da UCP:

- instrumentos para estudo, disponíveis 24h/dia, em salas especialmente preparadas
- 4 órgãos de tubos de 2 e 3 teclados, com pedaleira
- vários pianos móveis e de cauda
- 1 cravo de 2 teclados
- salas de estudo especializadas
- auditórios
- biblioteca com vasta secção de livros de apoio e partituras
- capela

Área de Estudos:

Artes

Grau de Ensino:
Pós Graduação

Regime:
Pós-Laboral

ECTS:
60

Campus:
Campus Foz

Destinatários:
- Organistas, pianistas e outros instrumentistas
- Cantores
- Directores de coro
- Teólogos e liturgistas
- Sacerdotes

Horários: Sextas, 18h30-21h30 / Sábados, 9h00-13h00
(este horário poderá sofrer alterações em função das disponibilidades da maioria dos candidatos).

Guia do Candidato:

ea_pos_graduacao_musica_sacra_2017.pdf
Coordenação:
Prof. Doutor Pedro Miguel Pereira Monteiro



Contactos:
Para mais informações, por favor contacte:


Universidade Católica Portuguesa - campus Foz
Gestão de Serviços Académicos | Estudos Avançados e Formação
Rua Diogo Botelho, nº 1327 | 4169-005 Porto
Tel.: 226 196 202

s.academicos@porto.ucp.pt

Fonte:
Universidade Católica Portuguesa - campus Foz

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Exposição fotográfica apresenta o rico acervo de obras de arte sacra da Basílica do Bonfim

Mostra pode ser visitada até o dia 27 de agosto


O rico acervo de obras de arte sacra da Basílica Santuário do Senhor do Bonfim integra a exposição em cartaz até o dia 27 de agosto, na área de circulação junto a Sala dos Milagres da Mansão da Misericórdia.

A exposição fotográfica Visões da Basílica Santuário do Senhor do Bonfim, aberta no dia 8 de julho, revela os detalhes de cada peça que o santuário mais popular do Brasil apresenta, através da tecnologia aplicada.

A mostra está aberta todos os dias, das 7h às 18h, com exceção das segundas-feiras, cujo horário para visitação é das 9h às 18h.

Endereço:
Praça Sr. do Bonfim, s/n - Bonfim
Cep: 40425-360
Salvador - BA

Telefone
(71) 3316-2196 / Telefax: (71) 3312-4512 (Devoção)

A iniciativa tem coordenação da Devoção do Senhor do Bonfim e da Basílica Santuário do Senhor do Bonfim, curadoria do artista visual Justino Marinho, produção executiva de Danilo Barreto, fotografia de Alberto Lyra e produção da Arte Digital Brasil. A entrada é gratuita.

Foto e texto: Anna Carolina Lima/Amex

domingo, 13 de agosto de 2017

Obra de Aleijadinho é revelada pela primeira vez na Serra da Piedade

Pesquisa detectou traços exclusivos do artista em retábulo do altar-mor do santuário que abriga a imagem da padroeira dos mineiros

Texto de Gustavo Werneck



O arquiteto e historiador Ivo Porto de Menezes é o autor da pesquisa (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)Não é de hoje que o professor Ivo Porto de Menezes sobe a Serra da Piedade, em Caeté, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Pelas contas dele, mais de meio século, desde a época do frei dominicano Rosário Jofylly (1913-2000) à frente do santuário dedicado à padroeira dos mineiros, Nossa Senhora da Piedade. Arquiteto, professor emérito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e especialista em arte sacra, além de apaixonado pelo lugar, o belo-horizontino de 89 anos – “com muito orgulho”, ressalta – concluiu uma pesquisa com descoberta surpreendente, que valoriza o patrimônio brasileiro, enaltece ainda mais a figura de Antonio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, e celebra os 250 anos de peregrinação à ermida no topo do maciço. Segundo Ivo, o retábulo do altar-mor da construção é também de autoria de Aleijadinho, uma revelação totalmente inédita. O resultado da pesquisa estará num livro, do qual é agora publicado avulso o capítulo sobre o assunto: Ermida da Senhora da Piedade – Retábulo e imagem.

Destacando o caráter inovador na execução do retábulo em estilo rococó, o professor Ivo eleva o tom ao falar de Aleijadinho. “O mais sensível artista que tivemos na arquitetura e na arte sacra. Estamos sempre descobrindo algo bonito e novo na obra dele. Os artistas têm que ter esta sensibilidade”, define. A partir de novembro e durante 2018, serão lembrados os 280 anos de nascimento do homem natural de Ouro Preto que fez história com sua arte. Oficialmente, Aleijadinho nasceu em 1738, mas há polêmica a respeito, pois estudo recente aponta 1737 e há quem fale em 1730.

Na semana passada, Ivo subiu mais uma vez a serra e contou, com entusiasmo, lucidez e memória impressionantes para nomes, números e datas, que o recém-concluído livro A Senhora da Piedade e a serra sacramenta o compromisso firmado com o reitor substituto de frei Rosário, o missionário italiano Virgílio Resi (1951-2002). “Conversava muito com ele sobre a ermida. Estou há mais de 20 anos nesta pesquisa e sempre me perguntei: se Aleijadinho fez a imagem de Nossa Senhora da Piedade, por que não o retábulo?”. Para suas indagações, teve o respaldo técnico dos trabalhos da professora Lygia Martins Costa, ex-funcionária do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e considerada pioneira da museologia brasileira, apoiada pelo arquiteto Lúcio Costa. Não foram encontrados documentos sobre a obra e nem mesmo sobre os registros confirmando a autoria da imagem da padroeira. A atribuição foi feita por estudiosos, entre eles o professor Edmundo Fontenelle, autor da publicação O Aleijadinho na Serra da Piedade (1970).

As marcas do “mestre do Barroco” estão em vários pontos do retábulo – é bom lembrar que essa palavra, para a maioria da população, tem o mesmo significado do altar que abriga a imagem. Com todo o respeito nesse espaço sagrado, o professor e integrante da comissão de bens culturais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) Leste 2 explica que Aleijadinho mudou a “organização” na peça originalmente esculpida por volta de 1770 em cedro, sem policromia. “Antes, os riscos dos retábulos não contemplavam a parte inferior. Era da mesa do altar para cima. O artista modificou isso e prolongou as colunas laterais até o último degrau da escada que leva ao altar, denominada supedâneo”, diz Ivo, um dos pioneiros do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG).

Aleijadinho usou a mesma composição no retábulo do altar-mor da Capela de São José, em Ouro Preto, embora não tenha sido o escultor; da Igreja de São Francisco, de Ouro Preto; e das igrejas das fazendas da Jaguara, cuja obra está hoje na matriz de Nova Lima, na Grande BH, e Serra Negra, no Museu da Inconfidência, em Ouro Preto. “Essa tendência especial ocorria nas Minas Gerais graças ao genial Antonio Francisco Lisboa”, observa o especialista, lembrando que em 1977 a professora Lygia apresentou um trabalho em que mostrou que, ao atuar como arquiteto, Aleijadinho “concebe uma estrutura partindo do solo e projetando-se pelos pés-direitos até eclodir no coroamento’”.

COMPOSIÇÃO 

Autor dos livros Antonio Francisco Lisboa, lançado em 2014, ano de homenagens a Aleijadinho pelo bicentenário de sua morte, e Bens culturais da Igreja (2006), Ivo Porto de Menezes chama a atenção para um detalhe importante na pesquisa. Na organização do retábulo, o artista o dividiu em três partes horizontais (embasamento, corpo e coroamento), sendo que, nas colunas laterais, marcou bem a parte do corpo com ornamentos que lembram coroas. “Com isso, houve maior valorização do sacrário”, afirma.

No capítulo Ermida da Senhora da Piedade – Retábulo e imagem, o professor registrou que “a análise do retábulo nos mostra claramente a estrutura articulada, dinâmica e fluente” e que “a inovação estrutural dos retábulos setecentistas de Aleijadinho nasceu e morreu com ele”. E bate o martelo: “Somos levados a atribuir composição e execução ao mestre Antonio Francisco Lisboa pela presença desta estruturação arquitetônica e amarração de toda a composição, seja pela localização do sacrário, agora reorganizado e valorizado, seja pela integração do próprio altar na composição geral do retábulo. A observação do conjunto faz jus à atribuição igualmente pelo desenvolvimento da decoração”.

RIQUEZA 

As conclusões do professor Ivo ganham aplausos. “O trabalho de pesquisa profunda e complexa, com indicações de que o mestre Aleijadinho é o autor do retábulo que acolhe a imagem de Nossa Senhora da Piedade, enriquece ainda mais a história tricentenária de fé e religiosidade de Minas. Um presente valioso para todo o povo mineiro, neste especial momento em que celebramos os 250 anos de peregrinação na fé ao Santuário de Nossa Senhora da Piedade”, diz o arcebispo metropolitano de BH, dom Walmor Oliveira de Azevedo.

Autora de vários livros sobre o Barroco e o rococó, entre eles Arte sacra no Brasil colonial, a professora aposentada da UFMG Adalgisa Arantes Campos considera Ivo Porto de Menezes um grande estudioso, que aprecia muito a pesquisa arquivística, “o que é um grande diferencial”, e já esteve mergulhado em acervos documentais em Portugal. Por não se ater somente à bibliografia, o professor traz uma conclusão pertinente, “pois coteja a visualidade do retábulo com a pesquisa arquivística”.

Destacando a passagem de Ivo como diretor do Arquivo Público Mineiro, Adalgisa pondera: “Não estou falando que o retábulo é de Aleijadinho, mas é crível que seja.” E arremata citando a especialista em Barroco Myriam Andrade Ribeiro Oliveira, de que “na ausência do documento, predomina a análise visual”.

Autor do livro Aleijadinho revelado – Estudo histórico sobre Antonio Francisco Lisboa e integrante do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais, o promotor de Justiça Marcos Paulo de Souza Miranda ressalta que a notícia da descoberta do professor Ivo chega em boa hora, nos 250 anos das peregrinações na Serra da Piedade e 280 anos do nascimento de Aleijadinho. “Ainda são muitas as lacunas e dúvidas sobre a produção artística do mestre, o que confere especial relevância a todos os estudos técnicos que possam contribuir para a descoberta da verdade histórica sobre o maior artista mineiro de todos os tempos”.

SAIBA MAIS
História nas alturas

A história do Santuário de Nossa Senhora da Piedade, padroeira de Minas, em Caeté, começa no século 18, com o relato de um milagre: a Virgem Maria teria aparecido para duas jovens no alto da Serra da Piedade. A partir desse dia, o fato se espalha rapidamente por toda a região e muita gente chega ao topo do maciço para rezar. O episódio toca o coração do português Antônio da Silva Bracarena, então na colônia para ganhar dinheiro. Mas ele se converte e decide dedicar sua vida à construção de uma capela no lugar onde ocorrera o milagre. O singelo templo dedicado a Nossa Senhora da Piedade começa a ser erguido em 1767 e, mais tarde, ganha a imagem esculpida por um jovem de Ouro Preto, depois reconhecido como mestre do Barroco mineiro – Antonio Francisco Lisboa, o Aleijadinho.

Marcas do mestre
Veja alguns traços de Aleijadinho no retábulo do altar-mor da ermida de Nossa Senhora da Piedade, na Serra da Piedade


(foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)

1) As colunas laterais vão até o último degrau da escada que leva ao altar, o chamado supedâneo. Antes, iam até a mesa do altar
2) As colunas laterais são divididas e marcadas por um ornamento, como um coroamento
3) A organização do retábulo valoriza o sacrário (onde ficam as hóstias)
4) A organização proposta por Aleijadinho, que divide o retábulo em três partes horizontais, permite a colocação de dois nichos, nos quais estão hoje São José de Botas e Santa Bárbara

Fonte: EM

Minas Gerais lança maior rota de turismo religioso do Brasil

Por Defender

Circuito liga Santuário Estadual Nossa Senhora da Piedade, em Caeté, ao Santuário Nacional de Aparecida, em São Paulo, passando por 32 municípios mineiros.


Santuário da Serra da Piedade é um dos principais pontos do novo caminho turístico. Foto: Manoel Marques/Imprensa MG

Minas Gerais traz em sua bagagem uma cultura religiosa muito forte. As peregrinações e as festas religiosas fazem parte do calendário de várias cidades mineiras e são as principais responsáveis por movimentar o turismo religioso no estado.

Agora, essa história tricentenária de fé e religiosidade será celebrada entre os dias 1º a 3 de setembro, durante a abertura do II Salão Nacional do Turismo Religioso, com o lançamento oficial do Caminho Religioso da Estrada Real (CRER), em Caeté.


Durante o evento, será realizada a Romaria 550, que liga o Santuário Estadual Nossa Senhora da Piedade, localizado em Caeté, ao Santuário Nacional de Aparecida, em São Paulo, passando por 32 municípios mineiros e seis paulistas, num percurso de mais de mil quilômetros. O nome Romaria 550 é uma referência aos 250 anos de peregrinação a Piedade e aos 300 anos de peregrinação a Aparecidacrer, .

Com o lançamento do CRER, a Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais (Setur-MG) aposta na diversificação da oferta turística das regiões que abraçam a rota. Além disso, o caminho também contribui para a manutenção da tradição histórico-cultural das comunidades locais.

“Vale ressaltar que, desde o período colonial, Minas Gerais sempre deu grande valor ao turismo religioso e, em nossa gestão, estamos trabalhando para que o setor continue crescendo e atraindo cada vez mais turistas, na expectativa de que o estado se desenvolva economicamente e continue sendo referência para os fiéis”, diz o secretário de Estado de Turismo de Minas Gerais, Ricardo Faria.

Dados da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) apontam que 8,1 milhões das viagens domésticas no Brasil são motivadas pela fé. “Por meio do Caminho Religioso da Estrada Real, os peregrinos poderão conhecer nosso estado não apenas pelas experiências de fé, mas também em suas mais variadas formas, como gastronomia, história e cultura”, completa Faria.

CRER


Divulgação/Internet

Inspirado no consagrado Caminho de Santiago de Compostela, da França à Espanha, o CRER tem como objetivo desenvolver e estruturar o segmento de turismo religioso em Minas Gerais a partir da formatação de produtos turísticos que associem experiências turísticas à religiosidade, que é marcante no estado.

A ideia surgiu em 2001, quando dois caminhantes, com apoio do Instituto Estrada Real (IER) e da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), percorreram, em 36 dias, toda a Estrada Real, identificando as principais necessidades para sua consolidação. Entre 2002 e 2004, depois de rigoroso levantamento e demarcação, foram fixados os marcos sinalizadores.

Atualmente, o trajeto pode ser percorrido a pé, de bicicleta, a cavalo ou em veículos 4 x 4 Off Road, configurando-se, assim, como uma opção de turismo e peregrinação com prestação de serviços qualificados para atender os visitantes e peregrinos em uma única viagem ou por etapas, conforme a sua disponibilidade.

“O turista pode iniciar a rota de qualquer ponto e percorrer os trechos que desejar, não sendo obrigatório realizar todo o caminho de uma só vez”, explica Eberhard Hans Aichinger, representante da Sacrum Brasilidades, empresa gestora do CRER.

A rota cruza os municípios mineiros de Caeté, Sabará, Raposos, Barão de Cocais, Nova Lima, Santa Bárbara, Rio Acima, Catas Altas, Itabirito, Mariana, Ouro Preto, Ouro Branco, Congonhas, Conselheiro Lafaiete, São Brás do Suaçuí, Entre Rios de Minas, Casa Grande, Lagoa Dourada, Prados, Tiradentes, Santa Cruz de Minas, São João del Rei, Carrancas, Cruzília, Baependi, Caxambu, São Lourenço, Pouso Alto, São Sebastião do Rio Verde, Itamonte, Itanhandu e Passa Quatro – e os paulistas Cruzeiro, Cachoeira Paulista, Canas, Lorena, Guaratinguetá e Aparecida.

Em Minas Gerais, o trajeto está todo sinalizado para que o peregrino possa se orientar com segurança. Totens instalados em locais estratégicos indicam as direções e placas indicativas apresentam o mapa geral do caminho, mostrando os municípios do percurso.

Nos últimos anos, a Setur ampliou a implantação das estruturas físicas, totalizando 22 quiosques, 38 paraciclos, uma escada de acesso, três passarelas, 64 placas informativas, 1.771 totens indicativos, 119 placas de advertência para os motoristas e reparação de uma cabeceira de ponte e uma pinguela.

Para marcar o caminho percorrido, o turista poderá adquirir um passaporte, onde registrará as cidades onde esteve. Estes carimbos estarão disponíveis nos pontos de apoio do CRER, geralmente localizados nas secretarias paroquiais de cada município ou nos pontos de informações turísticas da cidade.

Ao final do percurso, seja no Santuário Nossa Senhora Aparecida ou no Santuário Nossa Senhora da Piedade, o peregrino que apresentar o seu passaporte carimbado em sua totalidade, receberá um certificado de conclusão de todo o Caminho Religioso da Estrada Real.

Romaria 550

Em comemoração aos 250 anos de peregrinação ao Santuário Nossa Senhora da Piedade, padroeira de Minas Gerais, e os 300 anos da aparição da imagem de Nossa Senhora Aparecida, protetora do Brasil, foi organizada a Romaria 550, que instalará oficialmente o CRER.

No dia 3 de setembro, os participantes, que vão percorrer o caminho a pé, sairão do Santuário da Piedade, chegando com os demais participantes, no dia 9 de outubro, ao Santuário Nacional de Aparecida, quando será celebrada a missa solene, recepção aos romeiros e ao reconhecimento do CRER como uma romaria oficial de peregrinação.

Para o arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, “a singularidade do Caminho Religioso da Estrada Real reside na riqueza e na beleza do seu conjunto paisagístico e arquitetônico, particularmente sacro. Esse é um dos projetos com maior potencial turístico de Minas Gerais e, por isso, merece atenção de todos os mineiros. O CRER precisa estar no coração de cada mineiro, nos projetos empresariais e nos investimentos governamentais”.

Na ocasião, as quatro modalidades para percorrer todo o percurso estarão disponíveis e serão conduzidas por operadores com expertise em suas áreas. Para mais informações de como participar da Romaria 550 basta acessar o site www.sacrumbrasilidades.com

Fonte original da notícia: Agência Minas Gerais
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