quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Imagem do Senhor dos Milagres resistiu intacta 10 dias debaixo da água (Peru)



Dom José Antonio Eguren abençoa a imagem do Senhor dos Milagres que resistiu intacta 10 dias debaixo d’água. Foto: Arquidiocese de Piura



PIURA, 17 Out. 17 / 05:30 pm (ACI).- Dom José Antonio Eguren, Arcebispo de Piura, no norte do Peru, abençoou uma simples imagem de papelão do Senhor dos Milagres que, apesar de não contar com nenhuma proteção especial, resistiu 10 dias debaixo da água e da lama nos escritórios de um banco inundado.

“É impressionando que até mesmo o dinheiro que estava protegido no cofre foi afetado e a imagem do Senhor se manteve intacta, apesar de tratar-se de uma imagem impressa em um papelão”, destacou o Prelado peruano.



Quadro do Senhor dos Milagres. A imagem está intacta, apesar dos danos no quadro. Foto: Arquidiocese de Piura.

O Senhor dos Milagres, também conhecido como “Cristo de Pachacamilla”, é uma devoção católica peruana que remonta a meados do século XVII. Naquela época, um angola em Lima, pintou a imagem original em uma parede perto do centro da capital peruana.

A imagem resistiu a diversos e intensos terremotos em Lima, ganhando a devoção do povo e o apelido de “Senhor dos Terremotos”.

Atualmente, as procissões do Senhor dos Milagres, que acontecem no mês de outubro, reúnem milhões de fiéis na capital peruana.

A réplica da imagem do Senhor dos Milagres está emoldurada em um quadro, no porão da sede principal em Piura do Banco Central do Peru (BCP). O transbordamento do Rio Piura, em 27 de março deste ano, inundou importante parte da cidade, incluindo os escritórios do banco.






Inundação em março deste ano no centro de Piura. O escritório afetado do BCP pode ser visto à esquerda da imagem. Foto: Arquidiocese de Piura.

Carlos Miano Plaza, gerente regional em Piura do BCP, recordou que “na madrugada de segunda-feira, 27, as águas do transbordamento do Rio Piura inundaram o porão de nossa querida Sucursal Piura. Para ter uma ideia, o primeiro andar tinha até 50 centímetros de água acima do solo, por isso, o porão, que se encontrava a mais de quatro metros abaixo do primeiro andar, estava completamente debaixo de água e lama”.



Dom José Antonio Eguren observa de perto o que classificou como “feito prodigioso”. Foto: Arquidiocese de Piura.

“Imediatamente começamos os trabalhos para tirar as águas de todas as áreas inundadas, o que levou aproximadamente 5 dias. Em seguida, tivemos que remover os escombros, assim como alguns móveis e acessórios que estavam espalhados por toda a área, junto com grande quantidade de documentação, artigos e materiais de escritório, que pelo tempo transcorrido estavam em sua grande maioria destruídos e alguns seriamente danificados”.

Duas semanas depois, na terça-feira, 11 de abril, véspera da Semana Santa deste ano, os funcionários do banco ingressaram no porão e encontraram o quadro do Senhor dos Milagres “molhado e com lama”.

“Após limpar a imagem, que é de papelão, esta se encontrava intacta, apesar de ter ficado tantos dias debaixo da água e da lama e não estar protegida nem por um vidro, embora na moldura de madeira se possa observar o desgaste resultado do que ocorreu”, disse.



Danos da água e da lama são evidentes no quadro, mas a imagem interior está intacta. Foto: Arquidiocese de Piura.

Por sua parte, Patricia Rodríguez, chefe da agência bancária onde a imagem foi encontrada, disse que depois de encontrá-la, coordenaram com o setor de Imagem e Cultura do BCP, para “que nos designem um orçamento para confeccionar uma urna de vidro para preservar a imagem com sua marca original, tal como ficou depois do desastre”.

“Recordo muito bem que esta imagem foi comprada em outubro de 2014, no Mercado Central de Piura, com a finalidade de iniciar uma peregrinação pelas diferentes agências do Banco de Crédito de Piura, peregrinação que se manteve constante desde essa data e que, ano após anos, culmina com a grande homenagem ao Senhor dos Milagres que passa em procissão em frente a nossa sucursal Piura”, disse.



Após a imagem ser encontrada, as autoridades do BCP dispuseram que o quadro seja protegido por uma urna de vidro. Foto: Arquidiocese de Piura.

O Arcebispo de Piura expressou seu incentivo “a todos os que estiveram envolvidos neste feito prodigioso a que documentem seu testemunho para a posteridade, porque ao final passarão as gerações, passaremos todos, o banco seguirá, mas ficará esta crônica”.

“Realmente, temos motivos para nos alegrarmos já que vamos abençoar esta imagem do Cristo de Pachacamilla que milagrosamente quis se preservar, apesar de todas as inclemências que sofreu por causa do recente fenômeno do El Niño Costero que afetou também esta sucursal do BCP em Piura”.

Dom Eguren manifestou seu desejo de que “este prodígio que estamos admirando nos recorde que Cristo é imagem visível de Deus invisível, o Filho eterno do Pai que sob o desceu ao Virgem para ser o Deus conosco, nosso Salvador”.

“Que esta imagem, tão admiravelmente preservada pelo poder do Senhor, nos ajude a ver a importância de nossa vida espiritual e de aspirar sempre a ir além, onde está Jesus no Céu”, exortou.

O Prelado destacou que “o Senhor permitiu este prodígio para nos ensinar que nesta vida, apesar das dificuldades, dos problemas e dos desafios, devemos ter sempre esperança e não deixar nos roubar nunca a alergia de viver, como nos ensina continuamente o Papa Francisco”.

Fonte: ACI Digital

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Irmãos devotos expõe trabalhos em mostra no Museu de Arte Sacra




Celestial Exposição

Foto: Rogério Marques / OVALE
Por  Paula Maria Prado@paulamariaprado
São José dos Campos

Devotos de Nossa Senhora Aparecida, os irmãos David e Allan Guglielmoni, de Igaratá, encontraram na santa inspiração para a criação das peças de sua nova exposição: "Celestial", que pode ser vista no museu de Arte Sacra de São José até 20 de dezembro.

As peças, em xilogravura - gravura em relevo sobre a madeira -, foram produzidas ao longo do último ano. Entre as obras em destaque está uma Nossa Senhora Aparecida cravejada de pedrinhas brilhantes. Há ainda "Sagrado Coração", "Santa ceia", "Jesus Cristo" e uma releitura de "Bom Jesus de Matosinhos", do artista mineiro Aleijadinho (1730 - 1814).

"Eu desenho desde criança e, com 15 anos de idade comecei a ser chamado para fazer alguns trabalhos artísticos para empresas", contou David, que é autodidata e, formado em Ciências Sociais, se interessou pela arte sacra, barroca e pelo trabalho artesanal em madeira durante a faculdade.

Enquanto um irmão gosta de temas históricos, Allan, que começou na madeira inspirado pelo irmão, prefere se pautar na cultura regional e na natureza.

DINÂMICA.


Cada um faz o seu trabalho do seu jeito. Mas o modo de produção é parecido. "Primeiro estudamos o tema, depois criamos os desenhos digitalmente, utilizamos um software para nos auxiliar nas primeiras marcações e só então começamos a esculpir", contou David. "Alguns quadros levam até quatro meses para ficar pronto e fazemos do desenho a moldura em uma única prancha de madeira", completou Allan.

A tábua utilizada provém de demolição e floresta de manejos sustentáveis.

O museu fica na travessa Chico Luiz, 67, Centro. Entrada gratuita..

Fonte: O Vale

II Seminário de Cultura Beneditina




Fonte: Mosteiro de São Bento de São Paulo

sábado, 14 de outubro de 2017

Círio de Nazaré ganhou Museu virtual em 360


Círio de Nazaré. A maior e mais emocionante festa católica do mundo. Um evento que reúne mais de 2 milhões de pessoas em Belém do Pará, durante o mês de outubro. As ruas da cidade ficam cheias, cheias de gente, de amor, de fé. Todos com um único objetivo, de chegar perto, ver, tocar, homenagear a padroeira dos paraenses: Nossa Senhora de Nazaré.

Os devotos de Nossa Senhora que não conseguem fazer parte dessa festa, sofrem. Mas o Museu do Círio em Realidade Virtual vem aí para deixar os fieis sempre em sintonia com Nossa Senhora.

Já imaginou acompanhar a procissão num lugar privilegiado, sentir a vibração dos fieis e se emocionar como se estivesse lá… bem pertinho?! Essa é a sensação de quem visita o Museu do Círio em Realidade Virtual.

Durante a visitação no Museu, os devotos podem conferir a história do Círio, trechos das principais procissões da festividade, exposições fotográficas, curiosidades sobre os mantos da Santa e ainda ver bem de perto a Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Nazaré, a Rainha da Amazônia.

Pioneirismo

Este será o primeiro Museu em Realidade Virtual do Brasil que promete um passeio interativo e cheio de emoções. Conhecer bem de perto os símbolos da Festividade: o manto, a corda, a berlinda, os peregrinos, os votos, os carros de milagres e outros ícones das procissões. É uma carga histórica de mais de 225 anos que o visitante consegue ver tudo em 360º. A sensação é de estar lá.

Outra novidade é a Exposição ‘Retratos da Fé’, o primeiro documentário filmado em 360º. A peça traz relatos de sete fotógrafos que vivenciaram momentos inesquecíveis durante várias coberturas fotográficas das procissões do Círio.

Fábio Pina, Fernando Sette, Geraldo Ramos, Guy Veloso, João Ramid, Paulo Santos e Tarso Sarraf, falam sobre fé e profissionalismo. E compartilham histórias emocionantes que contribuíram para o crescimento pessoal e profissional de cada um.

Os idealizadores

Criado em parceria entre as Produtoras Loot Interactive (Los Angeles – CA) e Delta Studios (Belém – PA), o Museu do Círio em Realidade Virtual utiliza diversas tecnologias inovadoras para colocar as pessoas o mais perto possível da maior manifestação religiosa do mundo.

Segundo Carlos Waldney, empresário e diretor da Delta Studios, este é um projeto inovador no Brasil. “Eu sempre quis fazer um produto onde eu pudesse contar a história do Círio e fazer com que a pessoa consiga acompanhar de uma forma real, fazendo essa pessoa imergir na história. A imersão proporciona uma sensação única e incomparável: de se sentir em um local como se realmente estivesse lá. E isso é proporcionado pela tecnologia que filma em 360 e com uma técnica que nós temos aqui na Delta Studios”, ressalta

Desde 2016, as produtoras e a Diretoria da Festa do Círio de Nazaré trabalham no projeto. Roberto Souza, Diretor da Festa, diz que todos estão felizes e ansiosos com resultado final. “Nem sempre as pessoas conseguem vir a Belém para acompanhar o Círio. E o Museu do Círio em realidade virtual vai oferecer esta oportunidade para que, em qualquer lugar do nosso planeta, as pessoas possam sentir as emoções do Círio. Este é mais um produto para divulgar a beleza e grandiosidade que é o Círio de Nossa Senhora de Nazaré”, destaca.

Danilo Moura, é paraense e trabalha como diretor de projetos de realidade virtual na Loot Interactive. “Eu encontrei o Waldney em um Congresso em Las Vegas, onde eu estava trabalhando num projeto que recria o lugar onde o homem pisou na Lua pela primeira vez. Ao sentir aquela sensação o Waldney falou ‘imagina essa câmera no meio do Círio!’ – e imediatamente começamos a planejar tudo.”, lembra Danilo. Ele destaca que o Museu do Círio em Realidade Virtual foi criado a partir de uma técnica chamada ‘fotogrametria’, uma espécie de holograma em que os objetos são trazidos para a realidade virtual de forma foto realista.



Círio 360

Ano passado foi a primeira experiência de gravação em 360 graus. Com a câmera posicionada dentro do Núcleo da Berlinda, as imagens captadas registraram toda a emoção das homenagens ao longo das procissões.

O material foi disponibilizado na fanpage do Círio 360º e teve um alcance de mais de 130 mil pessoas acessaram, somente na primeira semana após a Festividade.

Texto: Ascom Círio 360- Site Oficial

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Pesquisa descobre relíquias das Missões na Catedral de Santa Maria

Com 300 anos, esculturas de Santo Antônio e Nosso Senhor dos Passos estavam no porão da igreja

dica do amigo: Édison Hüttner
texto de Marcos Fonseca


Duas esculturas católicas de elevado valor histórico passaram mais de dois anos guardadas no porão da Catedral Metropolitana de Santa Maria. Uma imagem de Santo Antônio e outra de Nosso Senhor dos Passos, ambas pertencentes a reduções jesuíticas, faziam parte da reserva técnica, uma pequena sala onde ficam guardados objetos que não fazem parte do acervo do Museu Sacro da igreja.

Depois de quatro meses de pesquisas, um professor e doutor em Teologia comprovou a autenticidade das obras de mais de três séculos, que estão entre as mais importantes descobertas da época das Missões no Rio Grande do Sul.

Imagem de mais de três séculos de Santo Antônio missioneiro é uma das mais importantes já encontradas no EstadoFoto: Lucas Amorelli / New Co DSM

A escultura de Santo Antônio é que mais surpreendeu o professor Édison Hüttner, coordenador do Grupo de Pesquisa sobre Arte Sacra Jesuítico-Guarani da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS). Com um 1m14cm de altura e 34 quilos, a imagem foi esculpida em resistente madeira de cedro pelo italiano José Brasanelli, um dos artistas mais renomadas dos séculos 17 e 18.

A data de criação da escultura se situa entre 1696 e 1706, ou seja, no período do Brasil Colonial e cerca de três décadas antes da formação oficial do Rio Grande do Sul, em 1737. Possivelmente, teve origem em uma oficina de arte sacra missioneira na região onde hoje fica o município de São Borja, na fronteira da Argentina.

Rosto de Santo Antônio com traços infantis intriga. Detalhe pode ser característica da tradição europeia do século 17Foto: Lucas Amorelli / New Co DSM

Pela importância do entalhe, o trabalho de Brasanelli, de origem jesuítica, representa para o Estado peso semelhante ao de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, para a história de Minas Gerais durante o Império.

– O Santo Antônio é uma das grandes artes missioneiras do Estado – afirma Hüttner, que em maio confirmou que o museu de Santa Maria conserva, também, o sino missioneiro mais antigo do Estado, com 333 anos.

Apesar da idade, o santo está muito bem conservado. As cores, contudo, sofreram alguma repintura ao longo dos anos, especialmente o rosto, em formato quase infantil. Esse detalhe da face da escultura ainda é desconhecida, e talvez tenha seguido uma tendência da arte europeia daquele período.

IMAGEM FOI ENCONTRADA NA ESTRADA DO PERAU

Já a imagem de Nosso Senhor dos Passos tem 80 cm de altura e pesa quase 10 quilos. A obra, de artista desconhecido, foi esculpida em cedro no século 18. Muito provavelmente, tenha sido trabalho de algum artesão amador. Segundo Hüttner, pode ter sido feita até mesmo um índio guarani.

Foto: Lucas Amorelli / New Co DSM

A imagem que resistiu aos anos mostra Cristo curvado. Nas costas, ele carregava a cruz de madeira, que não existe mais. A pequena escultura está bem desgastada, com braços presos ao corpo por cravos (espécie de prego de ferro).

A escultura chegou às mãos da direção do Museu Sacro há cerca de quatro anos. A responsável técnica do museu, Neila da Silva Guterres, conta que a obra foi achada abandonada às margens da Estrada do Perau, sob sol e chuva – o que acelerou o processo de deterioração da madeira. Teria sido usada em algum ritual religioso.

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