domingo, 20 de maio de 2018

"Marfins - temáticas interdisciplinares, entre o patrimônio histórico e a produção científica"



No próximo dia 23 de maio, o Museu de Arte Sacra promove uma palestra gratuita sobre o tema "Marfins - temáticas interdisciplinares, entre o patrimônio histórico e a produção científica", com um dos curadores da exposição "Sagrado Marfim", Prof. Dr. Jorge Lúzio, e também a Profª. Drª. Vanicleia Silva Santos.

A palestra companha a Exposição Sagrado Marfim: o avesso do avesso, em suas ações culturais e educativas. Apresenta o Projeto Internacional "Marfins africanos no mundo atlântico", uma cooperação entre a Universidade de Lisboa e a UFMG, que inaugura um novo campo de estudos sobre Marfins no Brasil, a partir de três aspectos: os conceitos que se aplicam aos estudo dos marfins, a investigação sobre a produção e a circulação de marfins e matérias-primas africanas esculpidas no mundo Atlântico, entre os séculos XV e XIX, e a construção de um banco de dados sobre os marfins que chegaram ao Brasil colonial, de modo a identificar os tipos de objetos de marfim que circularam no Brasil e suas diversas tipologias. Serão apresentadas as publicações mais recentes dos pesquisadores brasileiros e estrangeiros que integram o projeto.

PALESTRANTES

Vanicleia Silva Santos: Mestre em História pela PUC-SP e Doutora em História pela USP. É Professora Adjunta de História da África Pré-Colonial do Departamento de História da Universidade Federal de Minas Gerais/UFMG. Atua na Diretoria de Relações Internacionais da UFMG, desde 2014; coordena dois projetos internacionais (1) Mobilidade Acadêmica Internacional entre a UFMG e a Universidade Eduardo Mondlane/Moçambique (2013-2017); e (2) A produção, circulação e utilização de marfins africanos no espaço atlântico, entre os séculos XV e XIX entre UFMG e Universidade de Lisboa. Membro do Comitê Científico Internacional da UNESCO para Elaboração do IX Volume de História Geral da África (2013-2018), no qual é co-editora do Volume sobre a Diáspora Africana. Membro do Conselho Consultivo da Coleção Africana do Museum of Archaeology and Anthropology/University of Pennsylvania.

Jorge Lúzio: Doutor em História Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo / PUC-SP, mestrado em História pela mesma instituição e estágio doutoral na Universidade de Évora - Portugal. Possui pós-graduação em Arte e Cultura Barroca (Universidade Federal de Ouro Preto-UFOP / MG). Membro do Laboratório de Interlocuções com a Ásia / LIA-FFLCH USP / CNPq, e do LEOA - Laboratório de Estudos Orientais e Asiáticos / UNIFESP CNPq. Docente no Unifai, onde dedica-se à formação de professores, através da coordenação do curso de História e na docência dos cursos de pós graduação em História da África; História - Arte / Cultura e Patrimônio e História, Civilização e Pensamento Medieval. No campo da Cultura, é pesquisador e docente do Museu de Arte Sacra de São Paulo, MAS-SP, por meio de consultoria artística, curadoria, ensino e pesquisa.

Quando: 23 de maio de 2018 (quarta-feira)
Horário: das 16h às 18h

Atividade gratuita – Não é necessário fazer inscrição, por ordem de chegada, capacidade da sala 50 lugares.

Informações: (11) 5627.5393 - mfatima@museuartesacra.org.br
Local: Museu de Arte Sacra de São Paulo
Endereço: Avenida Tiradentes, 676, Luz. Metrô Tiradentes.
Estacionamento gratuito (ou alternativa de acesso): Rua Dr. Jorge Miranda, 43 – Sujeito à lotação.

Ao final da palestra será oferecido o certificado de participação.


Fonte: Página do Evento

sábado, 19 de maio de 2018

A Arte de Carlos Calsavara



Nascido na cidade histórica de São João del-Rei, no interior de Minas Gerais, Carlos Calsavara teve o privilégio de experimentar, desde cedo, duas vertentes da cidade: de um lado, a liberdade e o contato com a natureza na comunidade italiana de agricultores onde cresceu, conhecida como Colônia do Marçal; de outro, o convívio com a tradição, história e arquitetura cuidadosamente desenhada no Centro Histórico, onde acompanhava os pais em festas religiosas.

Ambos os pontos do mapa sempre o encantaram e inspiraram. Um pelas raízes familiares, pelo contato com o campo e quietude que aguçavam os sentidos; outro pela técnica, pela beleza e pelo primor dos detalhes do peculiar Barroco Mineiro. Talvez por isso, ainda menino, Calsavara tenha entendido a pulsão pela arte e o sonho de vivê-la.


O começo


Ainda nos primeiros anos de escola, se distraía em sala de aula rabiscando em quase todas as folhas do caderno. Em casa, aperfeiçoou o hobby reproduzindo em papel icônicas capas de discos rock ‘n roll que chegavam até ele através do irmão.

Além disso, filho e neto de exímios carpinteiros, não demorou para que Calsavara arriscasse esculpir algumas figuras. A princípio, porém, não o fez em madeira. Preferiu testar habilidades e formas em pedra-sabão.

Não faltam explicações para a escolha desse material. Além de presente nas portadas de igrejas são-joanenses, ele é base fundamental para o trabalho de artistas em Coronel Xavier Chaves, município conhecido pelo artesanato em pedra e por esculturas espalhadas por quase todos os cantos. O local era destino frequente de Calsavara na companhia de um vizinho caminhoneiro que sempre o levava até lá a passeio e não hesitava em, com boa vontade, contar as novidades sobre trabalhos e técnicas desenvolvidas ali.

Com curiosidade, inspiração e informações importantes aprendidas, Carlos aceitou em 1997 sua primeira encomenda: uma imagem de São Judas Tadeu, com aproximadamente 60cm, para decorar uma pequena capela de pedra em São João del-Rei. Dali em diante, nunca mais parou de produzir, estudar e buscar aperfeiçoamento.

Da pedra-sabão o artista saltou para madeira, cerâmica e uma gama de outros materiais. Das pequenas esculturas, avançou para obras em vários tamanhos e dimensões, transitando entre duas especialidades: Sacra e Contemporânea.


Formação

Em 2013, Calsavara tornou-se graduado em Artes Aplicadas pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), com ênfase em cerâmica, trazendo à tona de forma mais latente suas esculturas contemporâneas. Nessa mesma vertente, participou do I Encontro Internacional de Ceramistas, promovido pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (USP), em 2011. No evento, aperfeiçoou técnicas em contato com artistas das Américas, da Europa e da Ásia.

Já nas Artes Sacras o artista frequentou o curso de Douramento e Policromia de José Manuel Bajo, em São Paulo. Com isso, se especializou em técnicas utilizadas no Brasil há pelo menos quatro séculos – embora sua origem seja milenar.

Todo esse aprendizado acumulado ao longo dos anos é impulsionado, ainda, por pesquisa bibliográfica constante, somada a intercâmbio informacional e técnico em uma rede de artistas brasileiros e do exterior.

vejam mais:











Contato:
(32) 98813 8519 (vivo, WhatsApp)
(32) 98705 0983 (oi)
carloshenrique.calsavara@gmail.com
São João del-Rei – MG

Visite: http://www.carloscalsavara.com.br/

quinta-feira, 17 de maio de 2018

"Sagrado Marfim – O Avesso do Avesso"


MUSEU DE ARTE SACRA DE SÃO PAULO EXIBE RARIDADES EM MARFIM

"Sagrado Marfim – O Avesso do Avesso" destaca a historicidade de peças que remontam à antiguidade, às artes africana e asiática e aos objetos artísticos e litúrgicos na Europa medieval e moderna

O Museu de Arte Sacra de São Paulo – MAS/SP, instituição da Secretaria da Cultura do Estado, inaugura "Sagrado Marfim: O Avesso do Avesso", sob curadoria de Jorge Lúzio e Maria Inês Lopes Coutinho. Composta por cinquenta e três peças pertencentes aos acervos do MAS/SP, Coleção Ivani e Jorge Yunes e Fundação Ema Klabin, a mostra propõe repensar o uso do marfim nas obras de arte e em seus desdobramentos iconográficos, destacando sua historicidade que remonta à antiguidade, às artes africana e asiática e aos objetos artísticos e litúrgicos na Europa medieval e moderna – o que reverbera nas produções encontradas em inúmeras sociedades interligadas pelo sistema colonial.

Raras obras de arte, de tamanhos diversos, com exemplares dos séculos XVII, XVIII e XIX. A partir de uma perspectiva histórica, esta nova mostra do Museu de Arte Sacra de São Paulo foi concebida no intuito de estimular diálogos multidisciplinares com a História Social da Arte, a Antropologia, a Museologia, os Estudos Afro-asiáticos, a História Ambiental, o Patrimônio e a Arte Sacra. Nos dizeres de José Carlos Marçal de Barros, diretor executivo do MAS/SP: "Segundo o Antigo Testamento, o Rei Salomão mandava trazer marfim de Társis, nas rotas do Oriente. Fídias, o incomparável artista grego, utilizou marfim em uma das mais importantes estátuas da Grécia Antiga, a Atena Pártenos, para homenagear a deusa no Partenon. E em tempos mais recentes, o magnífico Demetre Chiparus utilizava metal e marfim em suas estatuetas indiscutivelmente belas. As obras mais afamadas são as chamadas criselefantinas em bronze e marfim. Tão rica e antiga é a utilização do marfim em obras de arte que uma exposição que pretendesse apresentar a sua história seria praticamente impossível". 

No âmbito das relações entre as metrópoles com suas colônias, assim como nos vínculos intracoloniais e intercoloniais, o marfim configura uma categoria histórica milenar, desde a antiguidade, na África e na Ásia, até sua circulação na Europa. O entalhe em dentes de mamíferos possui origem remota, associada à ancestralidade das culturas que confeccionavam objetos para inúmeros fins. Como explica o curador Jorge Lúzio: "Nas rotas que interligavam reinos e entrepostos no continente africano, ou entre os circuitos de mercantilismo que integravam o Mediterrâneo ao Índico, sempre esteve o marfim como item dos mais apreciados e valiosos, por possibilitar uma incomparável plasticidade e um efeito visual cuja precisão nas formas e nas linhas resultavam numa expressividade de imagens e reproduções jamais obtidas noutra matéria prima". 

Não obstante a arte em marfim possuir uma sofisticação visual inigualável, seu antagonismo reside no debate ambiental, ao se repensar como a ordem global e os sistemas econômicos se apropriaram das tradições, em um processo de mercantilização dos recursos naturais e de banalização da vida - uma vez que se chegou ao século XX com uma demanda e um consumo de objetos em marfim no limite da sobrevivência dos animais. "Assim, a exposição apresenta, entre suas contribuições, a oportunidade de, ao observar raríssimas esculturas e obras de incontestável importância do patrimônio colonial, relembrar que entre as funções da Arte está o despertar da consciência histórica, para que o sentido de preservação de todas as formas de vida, dos legados históricos e da memória possam contribuir na produção de conhecimento e na promoção da cultura, sensível a aprender com o passado, e sobretudo, comprometida com os desafios do tempo presente", conclui Jorge Lúzio.

Mais sobre o assunto, nas palavras da diretora técnica do MAS/SP e também curadora, Maria Inês Lopes Coutinho: "A palavra marfim tem sua procedência provável do árabe, casmal-fif, sendo fif: elefante e casm: osso, significando osso de elefante. A organização social dos elefantes é um matriarcado. Os machos jovens andam em bandos de solteiros e os velhos vivem solitários em locais onde há água e comida. São muito sensíveis. A gestação dura 22 meses; quando nascem, pesam 100 quilos; medem um metro de altura; o coração pesa 25 quilos e mamam dez litros de leite por dia. Provêm da África, Ásia e Filipinas. A função da presa é de buscar alimentação, sal e água, escavar em busca de minerais necessários a sua sustentação e defesa contra eventuais ataques, além de manter a sua identidade dentro da manada. Em sua composição há fosfato de cal, de magnésio, carbonato de cálcio e fluoreto de cálcio. A temperatura ideal de conservação é 18 graus C e 60% de umidade relativa".

Exposição: "Sagrado Marfim: O Avesso do Avesso"
Curadoria: Jorge Lúzio e Maria Inês Lopes Coutinho
Abertura: 19 de maio de 2018, sábado, às 11h00
Período: 19 de maio a 5 de agosto de 2018
Local: Museu de Arte Sacra de São Paulo -www.museuartesacra.org.br
Endereço: Avenida Tiradentes, 676 – Luz, São Paulo (ao lado da estação Tiradentes do Metrô) 
Tel.: 11 3326-5393 – agendamento / educativo para visitas monitoradas 
Horário: Terça-feira a domingo, das 9h00 às 17h00 (bilheteria das 9h00 às 16h30) 
Ingresso: R$ 6,00 (estudantes e idosos pagam meia); grátis aos sábados 

Fonte: Página do Evento


segunda-feira, 14 de maio de 2018

Músicas que marcaram a história de Minas Gerais são relembradas em concertos

Congonhas abriga a obra-prima de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho: os Passos da Paixão de Cristo e os 12 profetas em pedra-sabão. No bicentenário do escultor, celebrado em novembro de 2014, o Coral Cidade dos Profetas fez uma série de concertos na Basílica do Senhor Bom Jesus de Matosinhos. Essa é uma das apresentações que marcam o aniversário de 30 anos do coro, que será comemorado nesta quinta-feira, 10, às 20h, na Igreja da Matriz de Nossa Senhora da Conceição, com o encerramento de sua Temporada de Concertos. A Orquestra Jovem da Secretaria Municipal de Educação também vai participar.


Os concertos realizados na Basílica relembravam peças musicais que marcaram a história de Minas Gerais durante o século 18. Além de valorizar a arte sacra, as apresentações eram uma oportunidade de apresentar a música mineira para as novas gerações. As apresentações atraíam pessoas de diversas cidades. “A Série de Concertos na Basílica era feita sempre no segundo sábado de cada mês. Achávamos que só pessoas de Congonhas e de cidades vizinhas iriam nas apresentações, mas vinha pessoas de outros lugares, como Santa Luzia, Contagem, Betim e Lagoa Dourada. A Igreja sempre ficava cheia e tinha tudo a ver, porque as músicas foram escritas na mesma época de sua construção”, conta o maestro José Herculano Amâncio.

O Coral Cidade dos Profetas é um dos grupos em atividade dedicado a executar o repertório da música colonial brasileira. Há 30 anos sediado em Congonhas, o grupo participa de eventos de Congonhas e região. Em seu currículo também estão os álbuns “Coral Cidade dos Profetas – Missa em Fá Maior, de Lobo de Mesquita” (2012) e o “Coral Cidade dos Profetas – Mestres do Colonial Mineiro” (2017). Segundo o maestro José Herculano, outro CD, intitulado de “Louvor à Virgem Maria” será lançado em breve.

Mantido pela Associação Cultural Canto Livre, entidade sem fins lucrativos, declarada de utilidade pública pela Lei Municipal 2617/2006, e pela Lei Estadual 19510/2011, oferece gratuitamente, por meio da Associação, formação musical a pessoas em idades que variam dos 12 aos 80 anos, e é reconhecido como uma das mais belas manifestações culturais do interior de Minas.

domingo, 13 de maio de 2018

Arte Cristã

O que é uma Arte Cristã? Existe algum valor ou qualidade que batiza uma obra de arte tornando-a cristã?


© Lawrence Klimecki

Existe, mas pode não ser o que você pensa.

Não é sobre o assunto, o gênero, o estilo, os materiais ou o processo. Não é nem mesmo sobre o tema ou a intenção, é sobre o artista.

"Arte Cristã" é a arte produzida por artistas que são cristãos.

Um cristão, que é um artista, que está bem fundamentado em sua fé, que formou sua consciência nos ensinamentos da Igreja, produzirá a arte cristã. Não importa se é um retrato, uma paisagem, um filme de super-herói ou uma música pop, esse artista produzirá um trabalho consistente com os ensinamentos e valores de sua fé.

Um "artista cristão" é sempre primeiro cristão e depois artista, porque o dom do talento artístico é o dom que lhes foi dado para pregar ao mundo. Isso não significa que o trabalho deva ser pesado em sua mensagem. Muitas vezes é melhor se não for. Flannery O'Connor escreveu uma vez que sentiu que tinha que "se aproximar das pessoas" com sua fé. Se um artista é bem formado na fé cristã, a mensagem cristã permeia seu trabalho, independentemente do meio ou assunto.

Pode um artista cristão produzir um trabalho que não é cristão? Claro que eles podem. Estamos sempre livres para aceitar ou rejeitar a Deus. Um artista que rejeita os ensinamentos da Igreja (embora possamos discutir se eles ainda podem ser chamados cristãos) criará um trabalho que reflete essa visão. É por isso que é tão importante aprender bem a fé. Uma fé que é desinformada, desorientada ou ignorante de seus princípios produzirá um trabalho que distorce a Verdade.

A arte é sempre religiosa por natureza. Toda a vida é inerentemente religiosa. As pessoas podem ou não reconhecer sua natureza religiosa, assim como podem ou não reconhecer seu Criador. E a arte que eles produzem pode ou não ser consistente com suas crenças religiosas. No entanto, toda arte é religiosa. Quer estejamos considerando uma peça, uma pintura ou uma composição, toda arte reflete uma certa cosmovisão, o que equivale a uma certa religião.

Meu conselho para um cristão que tenha dons artísticos e deseje expressá-los seria abrir-se completamente aos ensinamentos de Cristo. Aceite a autoridade de ensino da Igreja que é guiada pelo Espírito Santo. Faça isso e, no entanto, você está inspirado a expressar seus dons, será uma expressão agradável a Deus e aos santos.

este artigo apareceu originalmente em www.DeaconLawrence.org

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Pontifex University é uma universidade on-line que oferece um mestrado em Artes Sacras. Para mais informações, visite o site www.pontifex.university

Lawrence Klimecki é diácono na diocese de Sacramento. Ele é palestrante, escritor e artista, refletindo sobre a interseção entre arte e fé e a “jornada do herói” espiritual que faz parte da vida de cada pessoa. Ele mantém um blog em www.DeaconLawrence.org

Fonte: Pontifex University

sábado, 12 de maio de 2018

EXPOSIÇÃO NO MUSEU ARQUIDIOCESANO DE ARTE SACRA DE CAMPINAS



Por Silvia Perez de Freitas




O Museu Arquidiocesano de Arte Sacra de Campinas realizará no período de 11 de maio a 09 de julho, de terça a sábado, das 09h00 às 16h30, a Exposição “No Cálice, a Comunhão: 110 da Diocese de Campinas”, comemorativo à 16ª Semana Nacional de Museus e aos 110 anos de criação da Diocese de Campinas.

A Semana Nacional de Museus acontece anualmente para comemorar o Dia Internacional de Museus, celebrado no dia 18 de maio. Nesta semana, o Instituto Brasileiro de Museus estimula os Museus e entidades culturais de todo o Brasil a prepararem uma programação especial para essa comemoração. Em sua 16ª edição, o evento acontecerá entre os dias 14 e 20 de maio de 2018, chamando, assim, a comunidade a refletir, discutir e trocar experiências sobre o tema sugerido pelo ICOM (Conselho Internacional de Museus): “Museus hiperconectados: novas abordagens, novos públicos”.

Em Campinas, integrando a Semana Nacional às comemorações dos 110 anos de criação da Diocese de Campinas, em 07 de junho de 1908, o MAAS-Campinas, com o auxílio das Paróquias da Arquidiocese, promove a exposição, com uma expografia idealizada especialmente para esse evento, demonstrando aspectos singulares dessa rica história.

Assim, o MAAS-Campinas solicitou o empréstimo de um cálice de cada Paróquia da Arquidiocese para que cada comunidade e seus fieis se sintam representados na exposição e tenham um contato maior com sua própria história, a partir da força simbólica da comunhão no cálice.

A exposição contará ainda com a apresentação ao público de documentos históricos, tanto da vida da Arquidiocese como para a própria história de Campinas, nunca expostos, nem mesmo na exposição de longa duração do museu. Também haverá espaços para interação, vídeos, projeções, etc.

A mostra também inaugura os trabalhos da equipe de curadoria do Museu Arquidiocesano de Arte Sacra de Campinas, que desde janeiro trabalha na remodelação das exposições e atividades, que contará a partir de agora com uma agenda cultural repleta de atividades como oficinas de arte e artesanato, ações educativas, palestras e cursos livres sobre Arte Sacra.

A equipe de curadoria é formada pelo Pe. Rafael Capelato, Coordenador do MAAS-Campinas; Pe. João Augusto Pezzuto, Conservador e Restaurador; Gabriel Amstalden, pesquisador e historiador; Rodrigo Santos, museólogo, que formam a equipe do MAAS-Campinas e Drª. Ana Carolina Pereira Lima, advogada e representante da sociedade civil no corpo de curadoria do museu.

O endereço do Museu Arquidiocesano de Arte Sacra de Campinas é Rua Dr. José Ferreira de Camargo, 844, Bairro Nova Campinas, telefone (19) 3790.3950. O valor da entrada é de R$ 5,00 a inteira e R$ 2,50 meia entrada. Estudantes pagam meia e pessoas com deficiência, idosos, professores, padres e diáconos não pagam.

Fonte: PUC Campinas
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