domingo, 12 de novembro de 2017

Qualificação em Ofícios da Conservação e Restauração de Madeiras e Vitrais

Estão abertas até 17 de novembro as inscrições para o curso gratuito “Qualificação em Ofícios da Conservação e Restauração de Madeiras e Vitrais”, oferecido pela Casa de Oswaldo Cruz (COC). A iniciativa integra o Projeto Mestres e Ofícios, cuja finalidade é difundir o trabalho de artífices que contribuíram para a produção e a conservação da arquitetura tradicional e a arte a ela integrada, assim como a técnica desenvolvida por esses profissionais. O curso terá aulas de 9 de janeiro a 4 de julho de 2018, no Espaço Adorcino Pereira da Silva da Oficina-Escola de Manguinhos, no Campus da Fiocruz, em Manguinhos.

Com carga horária de 248 horas, o curso destina-se a candidatos a partir de 18 anos, que apresentem como escolaridade mínima o primeiro segmento completo do Ensino Fundamental (5º ano - antiga 4ª série) na modalidade Regular ou de Educação de Jovens e Adultos. Entre os objetivos do curso, estão o de disseminar conhecimentos, desenvolver habilidades e qualificar pessoas para a prática da conservação e da restauração de bens culturais imóveis.

A realização do projeto tem gestão cultural da Sociedade de Promoção da Casa de Oswaldo Cruz (SPCOC) e patrocínio da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro/Secretaria Municipal de Cultura; e do Grupo Libra, por meio do Programa de Fomento à Cultura Carioca.

As inscrições devem ser feitas na Oficina-Escola de Manguinhos (Secretaria Acadêmica – localizada na Avenida Brasil, 4365, em Manguinhos). Mais informações podem ser obtidas de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h, pelo telefone (21) 3865-2220 ou pelo e-mail: oem@fiocruz.br

Como fazer a inscrição no curso "Qualificação em Ofícios da Conservação e Restauração de Madeiras e Vitrais":

Chamada Pública

Documentos

Serviço

Curso: Qualificação em Ofícios da Conservação e Restauração de Madeiras e Vitrais

Inscrição: 01 a 17 de novembro

Resultado final do processo seletivo: 15 de dezembro

Matrícula: 18 a 29 de dezembro

Início das aulas: 9 de janeiro de 2018

Local: Oficina-Escola de Manguinhos

Endereço: Avenida Brasil, 4365, Manguinhos – Rio de Janeiro.

sábado, 11 de novembro de 2017

"Encontros de Iconografia" - O Portador de Cristo: São Cristóvão e a sua Iconografia na Arte Europeia



O MAP, em associação com a página "Arte em Portugal" convidam para a palestra a realizar-se no dia 17 de Novembro de 2017 na Igreja Paroquial de Louredo da Serra, Paredes.(Portugal)
O "Encontros de Iconografia" visa explorar temas da iconografia da Arte cristã, numa linguagem acessível voltada para todos os públicos. O primeiro encontro trata São Cristóvão, orago da Igreja em questão.
A comunicação será feita por Sara Almeida Rocha, Mestre em História da Arte e autora da página "Arte em Portugal".
Segue abaixo o programa.

1 - A lenda - quando se formou?

2 - O culto: extensão geográfica e cronológica.

3 - São Cristóvão - programa iconográfico: atributos, formas de representação e padroados.

4 - Precedentes e transformações.

5 - As suas representações na arte europeia. 


Admissão gratuita.

Fonte: Arte em Portugal - Link do Evento

Semana do Aleijadinho 2017



 


As Manifestações da Cultura Popular Ouro-pretana


No ano de 2017, a Paróquia de Nossa Senhora da Conceição e o Museu Aleijadinho realizam a 40ª Semana do Aleijadinho. Neste ano, temos como tema central: As manifestações da cultura popular ouro-pretana que visa refletir sobre as diferentes formas das manifestações artísticas/culturais de Ouro Preto e região. Não determinamos um corte cronológico, para podermos refletir sobre o tema em diversos períodos. Na oportunidade, abriremos o ano Jubilar do Museu Aleijadinho que, em 2018, comemorará seus 50 anos de fundação.
Ao falar de cultura popular não desejamos criar uma dicotomia entre erudito e popular, centro e periferia, ou uma visão eurocêntrica que eleva uma prática europeia em detrimento de uma produção local/regional. Lembramos, aqui, as sábias palavras do Papa Paulo VI, de saudosa memória, que ao abordar uma temática próxima à cultura popular na Exortação Apostólica Evangelii nuntiandi, nos relembra as riquezas e valores dessas culturas, apresentando a religiosidade popular como uma manifestação do povo, podendo, inclusive, ser chamado de “religião do povo”. Nessa perspectiva, ao aplicarmos o conceito cultura popular, pensamos na múltiplas experiências, genuinamente de nosso povo, e que trazem, em si, uma riqueza imensurável.
Trabalhar essa temática durante a 40ª Semana do Aleijadinho, neste ano de 2017, possibilita-nos atingir nosso objetivo dentro deste evento: a preservação e difusão da arte. A Semana do Aleijadinho, evento da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição e atividade pedagógica do Museu Aleijadinho, não trata apenas do toreuta Aleijadinho, mas sendo ele o Patrono das Artes no Brasil, leva-nos a refletir sobre as diferentes formas de arte e sua possível preservação. Desta forma, objetivamos levar ao conhecimento do grande público informações sobre temas diversos. A Semana do Aleijadinho será enriquecida com diversas apresentações culturais e musicais como: palestras, oficinas, serestas, workshop e muitas outras atividades que vem somar esforços na preservação e difusão de nossa arte e cultura. Na semana que celebramos o Patrono das Artes no Brasil, Antônio Francisco Lisboa, a Paróquia de Nossa Senhora da Conceição e o Museu Aleijadinho oferecem este rico presente! Toda a programação é gratuita, aberta ao nosso povo e aos nossos visitantes. Aproveitem esta semana, tão rica e tão bela!

Cônego Luiz Carlos Ferreira Carneiro
Reitor e Pároco do Santuário de Nossa Senhora da Conceição – Ouro Preto
Presidente do Museu Aleijadinho



PROGRAMAÇÃO

9 de novembro - quinta-feira
ExposiçãoSobre Riscos e Pautas: O devocionário popular nas obras dos mestres João de Deus e Aleijadinho
Abertura: 9 de novembro 2017
Às 17h, no SESI Ouro Preto - Centro Cultural e Turístico da FIEMG (Praça Tiradentes, 4 - Centro)
Visitação: até 20 de novembro, das 9h às 19h
Curadoria: Vitor Sérgio Gomes
Realização: Museu da Música de Mariana/SESI Ouro Preto/Museu Aleijadinho

Uma exposição que surge das evidências, fontes documentais sob a custódia do Arquivo Eclesiástico e do Museu da Música da Arquidiocese de Mariana. Apontam-se aspectos importantes da vida e das práticas artísticas de dois nomes expressivos do chamado barroco mineiro: o Aleijadinho (escultor e arquiteto) e João de Deus (organista e compositor). Trajetórias de cores, formas e sons que se misturam na constituição capilar do devocionário popular, por meio das obras que ainda ressoam na infinidade de capelas ao longo das Minas Gerais.

13 de novembro - segunda-feira
Abertura Oficial da Semana do Aleijadinho
Às 19h, na Sacristia do Santuário de Nossa Senhora da Conceição (Praça Antônio Dias, s/nº, Bairro Antônio Dias)

Abertura pelo Presidente do Museu Aleijadinho Cônego Luiz Carlos Cesar Ferreira Carneiro
Apresentação Canto Crescente (Coral do Museu do Oratório/Instituto Cultural Flávio Gutierrez)
Regentes Márcio Lima e Cristiane Nogueira
Apresentação da proposta de revitalização do Museu Aleijadinho
Por Célia Corsino (Superintendente do IPHAN em Minas Gerais)

14 de novembro - terça-feira
Visita guiada ao Museu da Inconfidência
Das 12h às 16h, no Museu da Inconfidência (Rua Antônio Pereira, 3, Praça Tiradentes, Centro)
Público: Escolas do Município de Ouro Preto.
* Visita guiada ao Museu da Inconfidência para as Escolas do Município de Ouro Preto. Agendamento pelos telefones: (31) 3551-4977 / 3551-1121 (setor educativo)

Oficina Sentidos Urbanos  - Iphan
Às 14h, na Escola Marília de Dirceu (Largo de Marília, 40, Bairro Antônio Dias)
Público: Alunos da Escola Estadual Marília de Dirceu.

Exposição: Poéticas da Alma “fé e devoção: a obra de José Cirico de Jesus”
Às 17h, na Galeria de Arte Nello Nuno - FAOP (Rua Getúlio Vargas, 185, Rosário)
Visitação: de segunda à sexta, de 9h às 18h; sábados e domingos, das 13h às 18h
Curadoria: Sandra Fosque, Edson Fialho, Carla Santana
Realização: Fundação de Arte de Ouro Preto – FAOP

Exibição e comentário do filme Vida e obra do Aleijadinho de Joaquim Pereira
Às 19h, no Anexo 1 do Museu da Inconfidência (Rua Antônio Pereira, 33, Praça Tiradentes,  Centro)
Realização: Museu da Inconfidência
Público: Escolas do Município de Ouro Preto.
* Agendado conforme capacidade do auditório

15 de novembro - quarta-feira (feriado de Proclamação da República)
Apresentação de Congado
Às 14h30, com saída da Praça Tiradentes e trajeto pela rua Cláudio Manoel da Costa; Largo do Coimbra; adro da Igreja de São Francisco de Assis; rua das Mercês; adro da Igreja de Nossa Senhora das Mercês. Após a recepção, celebração da Missa
Participação: Congado Nossa Senhora do Rosário e Santa Efigênia

Apresentação dos Seresteiros Trovadores de Minas e Lançamento do CD “Trovadores de Minas: Cantos, Histórias e Memórias”
Às 19h, com trajeto pela esquina da rua dos Paulistas; rua Bernardo de Vasconcelos; adro da Matriz de Nossa Senhora da Conceição.

Trovadores de Minas é um grupo de seresta composto por pessoas de Ouro Preto e distrito de Cachoeira do Campo. Fundado em 1997, o grupo comemora os 20 anos de fundação. Suas apresentações, muitas delas motivadas por convites para comparecerem em diversas cidades e eventos (Congressos, Feiras Temáticas, Eventos Religiosos, Sarau, Abertura de shows, dentre outros), enriquecem as diversas cerimônias cívicas e religiosas.
O Grupo se encontra para trocar experiências musicais, cantar, declamar poemas, resgatar e divulgar obras de compositores famosos e desconhecidos. O trabalho visa resgatar parte da cultura Mineira, por meio do repertório que engloba o cancioneiro popular, além da apresentação de obras primorosas que compõe o Patrimônio Universal.
Neste ano de 2017, o grupo está lançando seu primeiro CD Trovadores de Minas: Cantos, Histórias, Memórias registrando algumas interpretações de canções e poemas. Na ocasião, serão executadas músicas do repertório presente nesta gravação como outros do cancioneiro popular. O grupo também prestará homenagem a Dom Francisco Barroso Filho pelo seu Jubileu de Diamante de vida Sacerdotal.

16 de novembro - quinta-feira
Visita guiada ao Museu da Inconfidência.
Das 12h às 16h, no Museu da Inconfidência (Rua Antônio Pereira, 33, Praça Tiradentes, Centro)
Público: Escolas do Município de Ouro Preto.
* Visita guiada ao Museu da Inconfidência para as Escolas do Município de Ouro Preto. Agendamento pelos telefones: (31) 3551-4977 / 3551-1121 (setor educativo)

Workshop - Manifestações Artísticas em Ouro Preto
Das 14h às 17h, na Sacristia da Matriz de Nossa Senhora da Conceição (Praça Antônio Dias, s/nº, Bairro Antônio Dias)
Coordenação: Profª. Drª. Adalgisa Arantes Campos (UFMG)
Público: alunos de graduação, pós-graduação e professores

14h - Abertura
Palestra “Pintura e Pintores na Antiga Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Antônio Dias – séculos XVIII e XIX”
Palestrante: Profª. Drª. Adalgisa Arantes Campos

15h - Intervalo

15h15 - Comunicaçãoes
Os resumos para submissão de comunicações devem ser enviados até o dia 05 de novembro de 2017 para o e-mail:comunicacaosemanadoaleijadinho@gmail.com. Os apresentadores terão 15 minutos

16h30 - Debate
Mediadora: Profª. Drª. Adalgisa Arantes Campos (UFMG)

17 de novembro - sexta-feira
Colóquio: Habitando uma cidade tombada: contradições, conflitos e potências
A cidade patrimonializada e como se constituem as relações entre seus moradores e os espaços da cidade é a temática desenvolvida por três pesquisadores que tem a cidade de Ouro Preto e seus moradores como os sujeitos da pesquisa. A proposta do colóquio é promover um debate, no qual os pesquisadores possam apresentar, para um público ampliado, os resultados das pesquisas – metodologia, referencial teórico e conclusão. Pretende-se, assim, compartilhar os conhecimentos construídos, promover e amparar um debate mais ampliado e qualificado acerca do tema que afeta a todos e todas na cidade patrimonializada.
Abertura: 8h30, no Anexo 1 do Museu da Inconfidência (Rua Antônio Pereira, 33, Praça Tiradentes)
Público: Professores, alunos de graduação e pós-graduação
Mediação: Cláudia Alencar
1ª PALESTRA: Ouro Preto, ou a produção do espaço cordial
Palestrante: Cláudio Rezende Ribeiro
2ª PALESTRA: A hermenêutica do patrimônio e a apropriação do território em Ouro Preto
Paletrante: João Nazário Simões Villaschi
3ª PALESTRA: Diferentes olhares sobre a preservação das cidades: entre os dissensos e os diálogos dos moradores com o patrimônio
Palestrante: Maria Cristina Rocha Simão (IFMG – Campus Ouro Preto)

10h30 - Intervalo, seguido pelo debate mediado e debate aberto ao público

Visita guiada ao Museu da Inconfidência.
Das 12h às 16h, no Museu da Inconfidência (Rua Antônio Pereira, 33, Praça Tiradentes - Centro)
Público: Escolas do Município de Ouro Preto.
* Visita guiada ao Museu da Inconfidência para as Escolas do Município de Ouro Preto.Agendamento pelos telefones: (31) 3551-4977 / 3551-1121 (setor educativo)

Oficina de Música com o Grupo PIBID UFOP na Música
Às 14h, no Núcleo de Artes da FAOP (Praça Antônio Dias, 80, Bairro Antônio Dias)
Público: Alunos da Escola Estadual Marília de Dirceu
Coordenação: Profª. Tereza Castro DEMUS/UFOP

Workshop - Manifestações Artísticas em Ouro Preto
Das 14h às 17h, na Sacristia da Matriz de Nossa Senhora da Conceição (Praça Antônio Dias, s/nº, Bairro Antônio Dias)
Coordenação: Profª. Drª. Adalgisa Arantes Campos (UFMG)
Público: alunos de graduação, pós-graduação e professores

14h - Abertura
Palestra “A figura feminina na obra de Antônio Francisco Lisboa – O Aleijadinho: aspectos formais e iconográficos”
Palestrante: Prof. Dr. Célio Macedo

15h - Palestra “Manoel da Costa Ataíde: paleta, técnica e ciência”
Palestrante: Profª. Drª. Claudina Maria Dutra Moresi

15h30 - Intervalo

15h45 - Comunicações

Os resumos para submissão de comunicações devem ser enviados até o dia 05 de novembro de 2017 para o e-mail:comunicacaosemanadoaleijadinho@gmail.com. Os apresentadores terão 15 minutos

16h30 -  Debate
Mediadora: Profª. Drª. Adalgisa Arantes Campos (UFMG)

Apresentação Zé Pereira dos Lacaios
Às 20h, com trajeto pela Praça Antônio Dias; rua Bernardo de Vasconcelos; rua Cláudio Manoel da Costa;  Largo do Coimbra; rua São Francisco de Assis

18 de novembro - sábado
Aniversário do Museu Aleijadinho – Abertura do Ano Jubilar
Aniversário de morte do Patrono das Artes no Brasil: Antônio Francisco Lisboa – o Aleijadinho.
Dia do Barroco Mineiro (Lei 20.470/12).

Confecção de Tapetes Devocionais
Às 9h, no Adro da Igreja de São Francisco de Assis (Largo do Coimbra, s/nº - Centro)
Público: moradores de Ouro Preto e turistas
Coordenação: Fundação de Arte de Ouro Preto - FAOP


ANIVERSÁRIO DO MUSEU ALEIJADINHO
ABERTURA DO ANO JUBILAR

50 ANOS DO MUSEU ALEIJADINHO:
arte, preservação e cultura


Missa Solene em comemoração ao aniversário de morte de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. Ação de graças pelo 49º aniversário do Museu Aleijadinho. Abertura do Ano Jubilar do Museu Aleijadinho.
Às 19h, na Igreja de São Francisco de Assis (Largo do Coimbra, s/nº - Centro)
Participação do Coral e Orquestra São Pio X

Entrega da Medalha do Aleijadinho
Na Igreja de São Francisco de Assis (Largo do Coimbra, s/nº - Centro), após a Missa
Responsáveis: Museu Aleijadinho & Prefeitura Municipal de Ouro Preto.


Homenagem a Dom Francisco Barroso Filho
A Paróquia de Nossa Senhora da Conceição e o Museu Aleijadinho rendem graças a Deus pelos 60 anos de vida Sacerdotal de Dom Francisco Barroso Filho. Há 49 anos atrás, quando era pároco da freguesia de Antônia Dias, teve a feliz iniciativa de criar o Museu. Neste quase meio século de existência, o Museu Aleijadinho cumpriu com sua missão de preservar e difundir a arte e cultura do nosso povo. A Dom Barroso, em seu Jubileu Sacerdotal, nossa gratidão e estima.


Fonte:  

Paróquia Nossa Senhora da Conceição
Museu Aleijadinho

Divina Bellezza. Alla scoperta dell’arte sacra in Italia


O Vaticano apresenta "Divina Beleza", uma jornada entre os tesouros da arte sacra.
Nos Museus do Vaticano, o lançamento da série de DVD com Alberto Angela, produzido sob a égide de Ctv e Secretaria de Comunicação, em obras principais mantidas em toda a Itália

ANSA - A Capela Sistina


É apresentado como uma das produções audiovisuais mais impressionantes sobre a "arte e a fé" no documentário do território italiano "Divina Bellezza. Descobrindo arte sagrada na Itália " . Esta é uma série de 10 DVDs produzidos sob a égide da Secretaria de Comunicação da Santa Sé, produzida pelo Centro de Televisão do Vaticano e pelo Escritório de Comunicação. Esta manhã (10/11), a apresentação na sala de conferência dos Museus do Vaticano.

É uma jornada surpreendente para descobrir obras-primas em toda a península: verdadeiros tesouros apreciados em todo o mundo ao lado de obras menos conhecidas, embora de grande valor, encontradas na província italiana. A história começa de Roma e da Capela Sistina, atravessa grandes cidades como Florença, Milão, Nápoles e Palermo e atinge a dimensão local envolvendo mais de 30 dioceses e 80 locais dentro de uma rede de colaboração frutífera e sem precedentes que se desenvolveu em torno da projeto proposto pelo Vaticano.

A iniciativa tem a presença de Alberto Angela, protagonista de séries de sucesso como "Descobrindo o Vaticano" e "Descobrindo Museus do Vaticano", bem como o programa "Stanotte a San Pietro", que em dezembro de 2016 bateu recorde em Rai Uno. Desta vez, graças à mesma equipe de produção, o célebre maestro acompanhará o espectador ao longo dos séculos e da beleza, revelando a influência recíproca entre o cristianismo e a arte.

"Essa jornada é um projeto de recuperação da memória, porque não esquecemos que a arte não é simplesmente uma estética, mas se refere à identidade de um povo e uma comunidade", explica Monsenhor Dario Edoardo Viganò, prefeito da Secretaria de Comunicação. Assim, "um grande projeto do ponto de vista educacional, que permite interceptar obras importantes como o Cristo velado, a coroa de ferro de Monza ou algum retábulo, alguns crucifixos especiais ... A beleza parece procurar um horizonte que é um horizonte não imanente, mas é um horizonte que indica ou evoca a presença de Deus ".

Por sua parte, Alberto Angela fala de "uma jornada nas extraordinárias habilidades das gerações que nos precederam". "Muitos", diz ele, "ficaram realmente impressionados com essas ótimas obras de silêncio, porque quando você entra em uma basílica ou uma catedral, mas também em uma pequena igreja, encontre-se e este trabalho. Às vezes, o trabalho é a própria igreja e o pensamento é para as gerações de pessoas que vieram lá, mas também para o uso que foi feito de certas obras ".

O documentário é uma das obras mais completas sobre a arte sacra na Itália, feita com filmagem em tecnologia 4K Ultra Hd. A distribuição é gerida por dois parceiros historiadores da Secretaria de Comunicação: RaiCom e a equipe editorial Gedi que libertarão do próximo 15 de novembro os lotes em formato de DVD em conjunto com as manchetes. Para o roteiro, a fotografia e os diretores foram envolvidos com 19 especialistas que intervêm para acompanhar o espectador neste itinerário que supera todos os limites espaciais e temporais.

Fonte: La Stampa

Veja:


sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Comunidade e especialistas se unem para recuperar acervo de igrejas de Mariana (MG)




Laboratório restaura peças religiosas dos municípios atingidos pela lama da Barragem do Fundão, da mineradora Samarco, que rompeu há dois anos – José Cruz/Agência Brasil

Parte da história de três comunidades destruídas pelo rejeito da Mineradora Samarco parecia perdida depois da tragédia, há dois anos. Além dos pertences de centenas de famílias, três igrejas históricas dos distritos de Bento Rodrigues, Paracatu e Gesteira foram invadidas pela lama. Mas nem tudo foi perdido. Comunidade e especialistas de diversas formações se uniram para resgatar os objetos sacros e partes das igrejas, para que fossem restaurados.

Para mostrar como a vida desses moradores foi alterada pelo acidente com a barragem da Mineradora Samarco, a Agência Brasil e a Rádio Nacional veiculam uma série de reportagens sobre a situação nas áreas atingidas pela lama. A tragédia completou dois anos no domingo (5).

O trabalho de recuperação desses objetos começou depois de um acordo entre o Ministério Público de Minas Gerais e a Samarco. A Fundação Renova, financiada pela mineradora para executar as ações de reparação pela tragédia, criou a Reserva Técnica, que hoje já tem mais de 2 mil peças, entre partes de altar, colunas, imagens de santos, pedaços minúsculos como cabeças ou mãos das estátuas.

Tudo estava espalhado entre uma área de mais de 100 quilômetros de lama e muita coisa ainda não foi encontrada. Da Capela de São Bento, cujo primeiro registro é de 1817, não sobrou mais que a fundação e os escombros. Para entrar na Capela de Nossa Senhora da Conceição, em Gesteira, foi um ano de trabalho para retirar todo o rejeito que cobriu boa parte do prédio e do entorno. Foram usadas técnicas de arqueologia para recuperar parte dos objetos.

As peças foram resgatadas em estado de conservação variado. Algumas imagens ainda contavam com as apuradas técnicas de pintura e até mesmo os olhos de vidro dos santos. Já a estátua de Jesus na Via Crucis, da capela de Gesteira, perdeu quase todo o pigmento. A restauradora Mara Fantini diz que o minério de ferro contribui para esse desgaste.

Uma estátua de Jesus crucificado, considerada obra erudita por Mara, era analisada pela equipe de restauro no momento em que a reportagem esteve no local. Um microscópio digital ampliava um trecho da imagem em que se via três tonalidades predominantes. Um era a “carnificação”, como é chamada a pintura da pele. A outra, a chaga de sangue no peito. Uma terceira faz parte da história recente: a chaga de lama.

De acordo com a restauradora, nem tudo poderá ser recuperado. Tudo é analisado caso a caso. Mas a questão levantada pelo grupo – que deve ser decidida pela comunidade e pela Arquidiocese – é se elas deveriam ser restauradas. “Se são passíveis de ser restauradas, será que eles vão querer que restaure? Ou será que vão preferir que essas peças fiquem com as marcas dessa tragédia?”.

Novos valores


Peças de igrejas dos municípios atingidos pela lama da Barragem de Fundão passam por restauração – José Cruz/Agência Brasil

Nem tudo na reserva técnica é objeto sacro. Estão armazenados papel de bala e salgadinho, caderno antigo, microfone, colar, garrafa quebrada, flores de plástico, muita coisa que iria para o lixo em qualquer outra ocasião. Mas não ali. Depois da lama, cada detalhe conta uma história para a população atingida,afirma Mara Fantini.

“Porque a partir do momento em que aqueles objetos estavam dentro das capelas, e as comunidades reconhecem ao ver esses objetos… ah, é uma flor de plástico. Só que a essa flor de plástico foi agregado um valor que ela não tinha antes. É uma flor de plástico que estava no interior da igreja no momento da tragédia. Tudo é história”

Outros objetos têm importância para os costumes católicos, mas, fora de contexto, poderiam passar despercebidos. Uma garrafa pet com água que foi encontrada durante as escavações não parecia ser importante. Graças à tentativa de guardar absolutamente tudo que existia no interior das igrejas, ela foi levada. Ao ser limpa, foi encontrada uma etiqueta. Era água benta, que o padre havia levado para a comunidade dois dias antes da tragédia. “As pessoas se comoveram muito”, conta Mara. “Podem até usar para abençoar a nova comunidade”.

Tradição contra a depressão

Dois anos depois da tragédia, outro tipo de memória, que estava enterrada no cotidiano da comunidade de Gesteira, permite agora um recomeço para mulheres da parte alta do distrito, que não foi soterrada pela lama, mas sofreu com a perda da igreja, da escola, dos vizinhos da parte baixa, e que vão ser reassentados. É a culinária típica da região.

Feijão tropeiro com fubá, pipoca de polvilho, torresmo, couve rasgada. E os doces! Canutilhos feitos em forma artesanal, um a um, com recheio de doce de leite mole. Arroz doce com rapadura. Angu tolo. Tudo vai virar produto para a Cooperativa Rural de Gesteira, criada recentemente com o apoio da Renova. Uma das cozinheiras, Maria Claudiana da Costa, diz que os danos psicológicos na comunidade foram numerosos. As pessoas pensavam que Gesteira seria esquecida. O projeto, segundo ela, ajuda a transformar essa realidade.

“Antes dessas coisas acontecerem, nos primeiros meses a gente ficou muito abatido. Meu pai precisou passar no psicólogo. A gente ficou muito para baixo, principalmente os idosos. A gente falou: acabou…. agora, a nossa autoestima está voltando. Claro que a gente sabe que tem a parte negativa, mas também tem a parte positiva, que é essa daí, do doce… A gente realmente tinha um tijolo na mão e não valorizava. Isso era feito no fim do ano, para receber a família. Às vezes até perdia, ficava lá. Não tínhamos a consciência da riqueza – agora temos – e o valor da nossa comunidade”, conta Maria.

Por enquanto, a cooperativa recebe funcionários da Renova, expedições de jornalistas e demais pessoas que passam pela região. A venda de doces e artesanato, como bordados, também vai ser feita por encomenda. Já existe um pedido de Belo Horizonte, segundo as cozinheiras. Uma página no facebook foi criada para divulgar o trabalho.

Para não esquecer


Reunião da Comissão de Atingidos com moradores de Paracatu, dois anos após a tragédia do rompimento da Barragem do Fundão – José Cruz/Agência Brasil

Mesmo com os avanços, a memória que está viva entre os moradores e nas ruínas dos distritos não é esquecida. Na avaliação das vítimas, nem deveria. Para a Comissão de Atingidos, o Brasil tinha que preservar o que ficou, para ensinar às futuras gerações.

“A gente pretende que os nossos territórios se tornem espaços de reflexão, para que nunca mais se repita o que aconteceu aqui”, defende uma das integrantes da comissão, Luzia Nazaré Mota Queiroz.

O Termo de Transação de Ajustamento de Conduta, firmado entre a Samarco, a União e órgãos do Espírito Santo e de Minas Gerais, prevê a criação de “centros de memória”, mas, segundo a Fundação Renova, ainda não está definido como e onde esses centros serão criados. Uma coisa é certa: se depender das vítimas, o maior desastre socioambiental do país não será esquecido.

Sumaia Villela – Enviada especial* – Edição Graça Adjuto

*A repórter viajou a convite da Fundação Renova

Fonte original da notícia: EBC – Agência Brasil / Defender

Historiador lança livro sobre oratórios dos séculos XVIII e XIX no Museu da Inconfidência




O Museu da Inconfidência (Ibram/MinC) sedia o lançamento do livro Os Oratórios - A Privatização da Fé na Sociedade Colonial nos Séculos XVIII e XIX, do historiador e especialista em História da Arte Sacra Rennan Pimentel, às 19h30min desta sexta-feira, 10 de novembro, no Auditório, Anexo I. Os livros estarão à venda na ocasião, com preço promocional. O estudo tem por objetivo pesquisar a função exercida pela arte através dos oratórios na sociedade colonial como meio de privatização e propagação da fé católica.

A análise trata do oratório como um elo entre o fiel e o sagrado no cotidiano, onde é possível perceber uma influência local traduzida na confecção desses objetos que exprimem uma religiosidade fora do espaço sagrado. Através das reflexões impostas pela temática e da análise dessas peças, torna-se evidente a influência da tradição religiosa no cotidiano da sociedade colonial na América Portuguesa, vindas de tempos distantes que se proliferam e permanecem nos séculos XVIII e XIX.

Saiba mais - O autor

Rennan Pimentel é um estudioso das artes no campo sacro há 10 anos. Graduado em História e Especialista em História da Arte Sacra pela Faculdade de São Bento do Rio de Janeiro, dedica-se ao estudo e análise iconográfica dos mais variados estilos artísticos e desenvolve parte de seu trabalho em solo mineiro. Como Guia de Turismo realiza visitas guiadas no campo artístico, histórico e cultural. Lecionou História da Arte para alunos do Ensino Médio e atualmente ministra cursos e palestras variadas voltadas para o tema.

Serviço

O QUÊ: Lançamento e apresentação do livro Os Oratórios - A Privatização da Fé na Sociedade Colonial nos Séculos XVIII e XIX, de Rennan Pimentel, e Apresentação do Coral do Instituto Federal de Ouro Preto-MG
. Regência: Arlindo Gomes.
QUANDO: 10 de novembro, sexta-feira, às 19h30min
ONDE: Auditório do Museu da Inconfidência, Anexo I. Rua Vereador Antônio Pereira, 33, Centro Histórico.
INFORMAÇÕES: (31) 3551-6023 / 3551-5233
ENTRADA GRATUITA.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Capela barroca do século 18 é reinaugurada em Conceição do Mato Dentro (MG)

Reinauguração de capela marca nova etapa da restauração de matriz do século 18 em Conceição do Mato Dentro, iniciada há dois anos e que deverá ficar pronta em 2018.


As obras ressaltaram a beleza das pinturas feitas sobre o reboco no templo barroco. Foto: Beto Novaes/EM

Alegria, música e emoção para celebrar um patrimônio barroco de Minas ainda desconhecido de muitos brasileiros e dos estrangeiros em visita ao país. Na tarde de ontem, depois de 12 anos de muita expectativa, moradores de Conceição do Mato Dentro, na Região Central, conheceram parte do restauro da Matriz de Nossa Senhora da Conceição, do século 18, tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Agora livre dos andaimes, a Capela do Bonfim, no interior do templo, foi reinaugurada depois de obras que deram mais beleza às pinturas parietais originais (feitas diretamente sobre o reboco) recriando a Paixão de Cristo. No forro, podem ser contempladas a figura de Verônica e as representações das três virtudes (fé, esperança e caridade) e dos cinco sentidos emoldurando a Sagrada Família.

Na capela, que funciona como sacristia do templo, e só estará aberta à visitação pública no fim de toda a obra, os olhos se dirigem naturalmente para um arcaz de madeira escura com fechaduras e puxadores das gavetas dourados. Típico de igrejas coloniais, o móvel restaurado se destina a guardar vestes litúrgicas e alfaias. Ao ver o resultado de toda a intervenção, a moradora Maria Costa Lima Guimarães, a dona Maroca, de 95 anos, disse que não fazia ideia da beleza da restauração da sacristia. “Lindíssima! Maravilhosa! Quero viver o bastante para ver esta igreja toda pronta. Foi aqui que me casei em 1946 e onde batizei os meus 11 filhos. Esta igreja representa muito para minha família e significa também renovação da fé”, disse dona Maroca.

Os serviços de restauração dos elementos artísticos da matriz – anteriormente foram executadas as etapas civil e arquitetônica – tiveram início efetivamente há dois anos, mas há muito trabalho para a equipe técnica, pois a conclusão de todo o projeto está prevista para o fim do ano que vem. Os fiéis torcem para tudo terminar até 8 de dezembro, data consagrada à padroeira Nossa Senhora da Conceição. Entre as novidades apresentadas está o conserto do relógio inglês de 200 anos, que aciona o sino e marca a vida da população.


Detalhes da Capela do Bonfim, que funciona como sacristia da Matriz de Nossa Senhora da Conceição. Foto: Beto Novaes/EM

Presente à cerimônia, a superintendente do Iphan em Minas, Célia Corsino, disse que a Matriz de Nossa Senhora da Conceição abre as portas para o turismo cultural e ecológico na região, destacando belezas e tesouros de Minas, que vão da Serra do Cipó até Diamantina, passando pelo distrito de Itapanhoacanga, em Alvorada de Minas, e a cidade do Serro. Já o secretário de Estado da Cultura, Angelo Oswaldo de Araújo Santos, afirmou que há muitas obras de igrejas sendo conduzidas em Minas e espera que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) das Cidades Históricas não seja uma frustração em Minas. Admirado com o resultado da restauração, o bispo de Guanhães, dom Jeremias Antônio de Jesus, ressaltou que a obra ficou, simplesmente, maravilhosa e valoriza o patrimônio de Conceição do Mato Dentro, de Minas e do Brasil. “Foi recuperada uma joia que estava perdida. Ver esta sacristia é como ir ao céu e voltar.” A cerimônia teve a participação de autoridades e houve uma apresentação da Orquestra Jovem da Fundação Clóvis Salgado/Palácio das Artes de Belo Horizonte.

Descobertas. Quem esteve na festa de reinauguração da sacristia da Matriz de Nossa Senhora da Conceição pôde admirar outras joias descobertas durante o restauro e mostradas pelo Estado de Minas no dia 25. A que causa maior encantamento, sem dúvida, está na capela-mor, onde especialistas encontraram 10 pinturas contando a vida de Nossa Senhora e de Jesus. As cenas bíblicas estavam escondidas sob camadas de tinta e agora resplandecem nos tons avermelhados originais.


Foto: Beto Novaes/EM

À frente da equipe de 38 pessoas, entre restauradores e auxiliares, alguns da cidade, e técnicos, Dulce Senra, da Cantaria Conservação e Restauro, com supervisão do Iphan, se entusiasma com cada detalhe da empreitada, em especial da capela-mor, com ações adiantadas no altar-mor e no retábulo colateral direito. As ações, no momento, se voltam para as tábuas do arco-cruzeiro e, na sequência, para o retábulo do lado esquerdo. Dulce diz que o maior desafio da obra foi retirar as camadas de tinta sem perda das pinturas originais, que têm ouro e prata. “Foi um trabalho de técnica e delicadeza”, afirmou.

Na capela-mor, causa um grande impacto ver as cenas da vida de Nossa Senhora e Cristo: As pinturas do início do século 18 trazem à luz A anunciação do Anjo Gabriel à Virgem Maria, Visita a Santa Isabel, Adoração dos pastores, Visita dos reis magos, Apresentação de Jesus ao templo, A fuga para o Egito, O batismo de Cristo. O falso pastor, O verdadeiro pastor e A tentação de Cristo. No alto, no forro, está a Assunção de Nossa Senhora, original que foi repintado com a imagem de Nossa Senhora da Conceição e depois com a do Divino Espírito Santo.

Conforme estudos, o artista que fez as pinturas retratadas nos azulejos copiou as gravuras do livro de Bartolomeo Ricci, de 1607. Muito usadas como modelo pelos artistas coloniais, “as gravuras de Ricci estão nas parietais da matriz e reproduzidas com muita fidelidade ao original, com algumas modificações em que o autor coloca sua interpretação pessoal”. Os especialistas ficaram surpresos, pois não havia registros sobre os elementos artísticos da igreja.

O coordenador da obra, o engenheiro civil Alexandre Leal, destaca a umidade como um fator de risco para as pinturas do século 18 e adianta que foi feita a revisão na cobertura e tomadas as providências de segurança, a exemplo de parte elétrica, sistema contra raios e incêndios – projeto luminotécnico está previsto.

Tombada em 1948 pelo Iphan e interditada desde 2005, a matriz apresentava uma série de problemas estruturais e nos elementos artísticos. Entre as questões mais graves estavam a torre, a cobertura e o madeirame, que cedia lentamente, com risco de ruir. Os recursos para salvar a construção provêm da mineradora Anglo American, por meio de medida compensatória firmada, via termo de ajustamento de conduta (TAC), com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio dos promotores de Justiça Marcos Paulo de Souza Miranda, ex-coordenador das Promotorias de Justiça de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico (CPPC), hoje na comarca de Santa Luzia, na Grande BH, e Marcelo da Matta Machado, de Conceição do Mato Dentro.

Os serviços em andamento estão a cargo da Cantaria Conservação e Restauro, com supervisão do Iphan. O projeto total está orçado em R$ 8,5 milhões, mas, segundo o administrador paroquial e reitor do Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinho, padre João Evangelista dos Santos, deverão ser gastos cerca de R$ 10 milhões. A intervenção, a maior parte bancada pela Anglo American, já teve também recursos da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, vinculada à diocese de Guanhães, e um aporte de R$ 350 mil da prefeitura.

Bandeirante iniciou obra

Segundo pesquisas, a edificação da Matriz de Nossa Senhora da Conceição começou por iniciativa do bandeirante paraguaio Gabriel Ponce de Leon, que chegou à região em 1702. “No ano seguinte, a mulher dele mandou vir de Itu (SP) a imagem da padroeira”, conta Rosângela Domingues, integrante da Cantaria, destacando que, em sinal de agradecimento por ter encontrado ouro, o desbravador pediu para ser enterrado na frente do altar-mor da igreja. Em 1722, o templo já realizava cultos, mas as obras se estenderam por todo o século 18, devido à falta de recursos para terminá-la. Só em 1722 o auxílio real permitiu que fosse dado prosseguimento às intervenções, concluídas há 210 anos. O valor histórico e cultural é ressaltado pela comunidade, e as pinturas internas, representando cenas da Paixão de Cristo, foram consideradas “das mais encantadoras e delicadas do patrimônio de arte religiosa do país” pelo primeiro presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o advogado, jornalista e escritor Rodrigo Melo Franco de Andrade (1898-1969).

Por Gustavo Werneck

Fonte original da notícia: Estado de Minas / Defender

Polônia oferece salvar estátua de São João Paulo II cuja cruz mandaram retirar na França

Por María Ximena Rondón



Monumento dedicado a São João Paulo II em Ploërmel (França) / Foto: Flickr Titem (CC-BY-NC-ND-2.0)

Em meio da polêmica causada na França, depois da ordem do Conselho Estadual de retirar a cruz de uma estátua dedicada a São João Paulo II, a Primeira Ministra da Polônia, Beata Szydlo, ofereceu acolher o monumento em seu país para salvá-lo da “ditadura do politicamente correto” e da “secularização do Estado”.

Em 25 de outubro, o Conselho de Estado da França, a última instância da jurisdição administrativa do país, ordenou ao município de Ploërmel, no departamento de Morhiban, retirar a cruz da estátua dedicada ao Pontífice polonês em um prazo de seis meses, porque contradiz a lei promulgada em 1905 sobre a separação entre a Igreja e o Estado.

Esta norma proíbe a instalação de símbolos religiosos como emblema nos monumentos ou em qualquer lugar público. Os únicos espaços permitidos são os lugares de culto, cemitérios ou museus.

Szydlo anunciou em 28 de outubro, através da Agência de Imprensa da Polônia, que “nós fizemos a proposta de transferi-lo (o monumento) à Polônia, caso as autoridades francesas e a comunidade local concordem”.

A Primeira Ministra destacou que São João Paulo II, “nosso grande compatriota, um grande europeu, é um símbolo da Europa cristã unida” e afirmou que “a ditadura do politicamente correto – da secularização do Estado – abre um espaço aos valores que são culturalmente alheios a nós e que levam a aterrorizar a vida diária dos europeus”.

O monumento de bronze, elaborado pelo artista russo Zourab Tsereteli, tem oito metros de altura e tem um arco sobre o qual está uma cruz. Foi instalado em 2006, em Ploërmel, a pedido do então prefeito, Paul Anselin.

Quatro anos depois, começou a polêmica da cruz, a partir de uma reclamação da Federação Morbihanesa de Livre Pensamento e, após uma longa batalha legal, em 2015 um tribunal francês ordenou ao prefeito da cidade que retirasse o sinal em um período de seis meses.

Essa decisão foi revertida por um tribunal administrativo de Nantes em dezembro daquele mesmo ano e agora foi anulada pela decisão do Conselho de Estado da França.

Dom Raymond Centène, Bispo de Vannes, Diocese onde o monumento foi colocado, disse ao jornal ‘Famille Chrétienne’ que este caso mostra “a grande preocupação sobre a identidade e filiação religiosa” da França.

“Muitos franceses se sentem ameaçados em sua identidade, é por isso que esse tema se tornou um símbolo que agita as redes sociais. O mais doloroso é que a missão da cruz é reunir os homens, como dizem as escrituras, e não dividi-los”.

“Jesus entregou a sua vida para reunir os filhos de Deus dispersos. A cruz é um sinal de identidade cultural tanto quanto um sinal de unidade”, disse Dom Centène.

“Mesmo que os pensadores livres queiram ou não, o cristianismo faz parte da nossa identidade europeia. O cristianismo é mais do que uma religião, é constitutivo do nosso ser, do nosso modo de viver e da nossa forma de entender os problemas de convivência”, acrescentou.

Por sua vez, o atual prefeito de Ploërmel, Patrick Le Diffon, disse à Agência France-Presse que poderia levar o caso ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos.

“Há doze anos a estátua faz parte da paisagem de Ploërmel, não prejudica os habitantes. Muito pelo contrário, é algo turístico para a comunidade”, afirmou o prefeito.

Também indicou que planeja vender o terreno onde o monumento foi erguido a um proprietário privado, a fim de que já não possa ser aplicada a lei da separação entre a Igreja e o Estado.

Fonte: ACI Digital

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Igreja do Carmo espera restauro há 108 anos

Museu e sacristia de templo histórico estão fechados há 20 anos.


Frei Alberto de Santana mostra uma das gavetas onde estão sendo guardados rebocos folheados a ouro. (Foto: Marina Silva/Correio)

As paredes pintadas de folhas de ouro, o teto e azulejos coloridos e os altares detalhadamente esculpidos da Igreja e Convento de Nossa Senhora do Carmo, no Centro Antigo, são parte importante da história da Bahia. Ali é possível reviver passagens que remontam o século XVI, quando a edificação começou a funcionar. No entanto, basta uma caminhada atenta na construção para perceber que o local não recebe cuidados há tempos.

Reconhecida como patrimônio material pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 1938, a igreja foi restaurada pela última vez em 1909. Hoje, o conjunto arquitetônico é composto por duas igrejas, um antigo convento, além de museu sacristia desativados – não são abertos ao público há 20 anos, por causa da ação de cupins que ameaçam as estruturas.

As rachaduras e trincas na igreja denunciam o abandono. Outro problema que a construção sofre é com a infiltração. Nos períodos mais chuvosos, os fiéis e responsáveis chegam a colocar baldes para conter a invasão da água. O industriário Adailton Ribeiro Silva Gama, 51 anos, foi um dos que já ajudou a enxugar o local. Ele frequenta a igreja diariamente e já chegou a ficar com medo dos rebocos, que costumam se desprender.

Segundo ele, houve uma promessa de reforma do local, mas, até agora, nada foi feito. “Essa reforma está se arrastando há muito tempo. Deixamos até de fazer casamentos”, completou ele, que nem lembra a última vez que isso ocorreu.

Ouro na gaveta
Os pedaços de reboco que caem são guardados na sacristia desativada, dentro de duas gavetas de um grande móvel feito com madeira de jacarandá. O espaço foi escolhido por um dos freis da igreja, Eduardo Rufino.

Funcionário da igreja há 16 anos, Reinaldo Cerqueira, 36, também costuma guardar os materiais que caem das paredes. “Tá bem precária a situação. Quando a gente olha de perto é que dá pra ver. Tem coisa que vai caindo, a gente cola, mas, quando não dá, a gente guarda para quando for restaurar”.

A manutenção e segurança de todo o conjunto é feita por dois funcionários e três freis. Segundo outro frei responsável pela igreja, Alberto de Santana, o dinheiro utilizado para pagar os gastos é da Província Carmelitana de Santa Elias.

Para ajudar a manter o templo, os freis ainda alugam a parte do convento ao Hotel Pestana. O contrato foi assinado no ano 2000. Esse dinheiro também é usado para pagar as despesas, como água, luz e salários.

Com medo de não pagar as dívidas do local, um dos freis teme que um dia o hotel saia do convento. “Se sair vai ser difícil pagar as contas, porque é muita coisa”, comenta o frei Raymundo Brito. De acordo com ele, uma conta de luz do local chega a custar R$ 1,5 mil. “Já foi R$ 3 mil, mas nós reclamamos, aí eles (Coelba) abaixaram”, completa o religioso.

Muita história
Foi no Convento do Carmo que os holandeses assinaram o termo de rendição para sair do Brasil, em 1626. Quem diz isso é o arquiteto e historiador Francisco Senna. De acordo com ele, o local foi utilizado como quartel general dos portugueses durante quase um ano. “Em 1624, quando os holandeses invadiram a Bahia e tomaram o Mosteiro de São Bento, os portugueses tomaram o Convento do Carmo”, conta.

Ainda de acordo com ele, o espaço do conjunto foi doado à Ordem Carmelita, que vinha fazer missões no Brasil. “É o maior convento carmelita, em área construída, do mundo”, destaca Senna. O local possui 80 celas e dois claustros.

Além da importância histórica, o local também guarda mais de 2 mil obras de arte sacra. Entre as peças estão: mobiliários, prataria, armaduras e porcelanatos. Uma das obras que o historiador destaca é o Cristo Atado à Coluna, uma peça esculpida em madeira e cravejada de rubis, os quais se assemelham às gotas de sangue e representam a dor vivida por Jesus Cristo. A obra é atribuída ao escravo Francisco Chagas, que é conhecido como Cabra ou Aleijadinho da Bahia.

Segundo o historiador, a igreja foi construída ao longo de séculos. Por conta disso, o estilo do local é variado. “Na fachada da igreja, você tem a presença do barroco. Já no interior, existe o neoclássico. Supostamente, essas mudanças aconteceram por causa da moda de cada época”, comenta.

O relicário de Santa Teresinha também é outra importante obra do local. Nele, segundo o historiador, é possível encontrar fragmentos de objetos e roupas da santa, morta no final do século XIX.

Beleza escondida
Ao lado da Igreja do Carmo, que fica anexa ao grandioso convento, há ainda a Igreja da Ordem Terceira do Carmo. O templo guarda a imagem do Cristo Morto com mil rubis, também feita pelo escravo Francisco Chagas.

O restaurador e professor José Dirson Argolo lamenta que a sacristia da igreja esteja fechada. “É uma das mais belas sacristias do Brasil”, garante. O local, segundo ele, é em estilo rococó. “As pinturas feitas em madeira, os quadros e altares dão todo o esplendor ao lugar”, completa.

Para o professor, o trabalho de restauração deve ser feito com urgência.

Comunidade se une para reabrir espaços após 20 anos
Engenheiros, arquitetos, produtores e museólogos e profissionais de diversas áreas de Salvador se reuniram com o objetivo recuperar o museu e a sacristia da Igreja do Carmo, fechada há 20 anos, através do movimento multicultural Viva o Carmo – Aqui, a Cultura é Sagrada.

O projeto promove um evento que reúne artistas de diferentes linguagens no Convento do Carmo. No local, são feitos oficinas de yoga para crianças, recreação infantil, contação de histórias, feira de artesanato, exposição de fotografias, recital de poesia, oficina de culinária, rodas de conversa e desfile de marcas de estilistas baianos. A ação já teve três edições e a última ocorreu no dia 28 de outubro. Na ocasião, duas mil pessoas participaram das atividades.

Madrinha do projeto, a cozinheira Tereza Paim, do Restaurante Casa de Tereza, diz que entrou em contato com as pessoas interessadas em participar do movimento. “Falei com os freis e com o pessoal interessado no projeto. O evento traz a sociedade para interagir com o patrimônio e arrecadar fundos para a igreja”, afirma.

Inicialmente, o dinheiro que já foi arrecadado na primeira edição do evento vai servir para o museu.


A segunda fase do projeto vai tentar captar recursos para a igreja. “Não temos a capacidade de fazer tudo de vez, porque é muito grande. Estamos fatiando para facilitar”, detalha o religioso.

A Arquidiocese de Salvador é formada por 15 municípios, 113 paróquias, e mais três quase paróquias. As paróquias e quase paróquias são divididas em pequenas comunidades que, somadas, dão em torno de 800 templos.

Segundo a assessoria da Arquidiocese, no bairro Santo Antônio Além do Carmo existe a Paróquia Santo Antônio Além do Carmo, que é formada pela matriz e mais oito comunidades. Ou seja, são nove templos no bairro, ao todo.

Iphan diz que pedirá verificação do espaço
Em relação aos problemas com a estrutura do Museu e Igreja do Carmo, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) informou que vai consultar um técnico, para analisar a situação da obra, antes de emitir um parecer.

Segundo a assessoria do órgão, que é responsável pela fiscalização e conservação dos bens tombados no país, o tombamento não garante a manutenção e a conservação no imóvel. “O Iphan realiza a fiscalização do estado de conservação dos bens tombados, cabendo ao proprietário a manutenção e a conservação do imóvel. Isso vale para qualquer bem tombado, seja de uso público ou privado”, afirmou o instituto, em nota enviada ao Correio.

“O tombamento é uma ação de reconhecimento de um bem como parte do Patrimônio Cultural Brasileiro, ou seja, é um reconhecimento do Estado de que este bem tem relevância nacional. A partir do tombamento, e como consequência dele, o Iphan passa a ter responsabilidade no acompanhamento da preservação do bem. Contudo, a responsabilidade pela conservação continua sendo dos proprietários”, reforça o comunicado.

Por Milena Teixeira

Fonte original da notícia: O Correio – Bahia / DEFENDER
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