quinta-feira, 21 de setembro de 2017

A beleza acelera nosso amor.

Por Ir. Joseph Martin Hagan, OP 

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A beleza acelera nosso amor. Agita o coração para se fazer feliz. E adora o sacrifício uma vez que pensou insuportável. Apenas pergunte aos pais de uma criança pequena se um sorriso ilumina o cansaço do turno da meia-noite?

Mas quando a beleza falha, o que vai nos fazer amar? Se estamos sofrendo uma doença, enxergando nossas falhas, encontramo-nos na solidão, ou mesmo vendo um ente querido sofrer, a hora escura exige de nós um maior amor. No entanto, tal escuridão rouba a beleza que nos impulsiona. Em tempos feios, o amor é possível?

A feiura do mundo atingiu seu ápice no Calvário. Lá Jesus assumiu todos os nossos pecados e toda a nossa escuridão. O mal dos homens eclipsou a glória de Cristo. Para o olho mortal, a beleza de Cristo desapareceu. "Ele não tinha nenhuma forma ou beleza que devêssemos olhar para ele, e nenhuma beleza que desejássemos vê-la" (53: 2). E vinte séculos não ajudaram a nossa visão de Cristo Crucificado. Para a maioria, um crucifixo é comum ou bruto. Respondemos com desrespeito ou culpa.

Mas o amor não falhou no Calvário, nem a beleza. Como Ele redimiu o mundo, Jesus também nos ofereceu um presente inesperado. Naquela hora escura, Jesus nos deu algo bonito. Ele nos deu alguém bonito. Ele nos confiou a Maria: "Eis a tua mãe". Em meio a sua agonia interior, Nossa Senhora das Dores se tornou nossa mãe. À sombra da Cruz, ela estava radiante. E até hoje, sua beleza agita o coração do pecador.

Nossos ótimos artistas tentaram retratar essa beleza. Em sua obra-prima, o Pietá , Michelangelo esculpiu uma imagem cativante de Nossa Senhora das Dores. Seu rosto é quente, macio e jovem. Ela traz uma expressão de tristeza impulsionada pela esperança.



Na sua Lamentação sobre o Cristo morto, Fra Angelico pintou Nossa Senhora contemplando o rosto de seu Filho. Seu olhar amoroso irradia seu eterno amor e adoração.



A beleza de Maria manifesta seu amor, um amor que só cresceu no Calvário. Seu amor nos faz pecadores ao amor infinito e salvador de Jesus, assim como a lua declara que o sol escondido ainda resplandece. O mundo vê Cristo Crucificado como uma causa de desrespeito ou culpa, mas Maria nos ensina a ver mais fundo, a ver Sua beleza. Ela nos acena: "Venha aqui, meu filho. Veja Aquele que te amou até o fim. Meu Filho perdoa e cura você. Ele o chama de amigo. Veja a Sua beleza e ame-o. Ele estará com você, mesmo na hora mais escura. Não tenha medo de segui-lo.

Ao contrário da beleza terrena, a beleza de Jesus e Maria nunca nos falha. Quando nosso caminho leva ao Calvário, sua beleza acelera nosso amor. Levando a cruz, vamos cantar com o salmista:


Ao atravessarem o Vale amargo,
eles fazem dele um lugar de nascentes.
A chuva do outono cobre com bênçãos.
Eles caminham com força cada vez maior,
verão o deus dos deuses em Sião. (Salmo 84: 7-8)



Imagem: Pe. Lawrence Lew, OP, Nossa Senhora das Dores (Usado com permissão)

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Chamada para o Programa de Capacitação Continuada em Gestão de Restauro



Chamada para o Programa de Capacitação Continuada em Gestão de Restauro, desenvolvido pelo CECI, com a aprovação do Pleno do Departamento de Arquitetura e Urbanismo e do Conselho do Departamental do Centro de Artes e Comunicação da Universidade Federal de Pernambuco – UFPE. Veja em www.ceci-br.org

Fonte: Prof. Jorge Tinoco

Colorimetria para Conservação e Restauração em Bens Móveis e Imóveis


O Museu de Arte Sacra de São Paulo promove curso básico em Colorimetria para Conservação e Restauração em Bens Móveis e Imóveis

DOCENTE

Profª Esp. Marcia Cristina de Almeida Corso (Titina Corso) - licenciada em pedagogia e artes plásticas com poética híbrida, tem na sua formação artística a escola clássica de pintura e escultura. É pedagoga especialista em pesquisa educacional pela arte em conceito patrimonial na linha transdisciplinar atuando também como professora de conservação e restauração de bens móveis e imóveis.

Traz em sua bagagem premiações no cenário nacional e internacional. Possui algumas de suas obras em acervos museológicos importantes, a exemplo do Museu Nacional de Brasília, Museu do Vaticano, Museu Maria Fontinha, Université de Poitiers, Câmara Municipal de Figueiró dos Vinhos e Bienais Nacionais

A COR: sensação provocada pela luz que reflete nos objetos em seus aspectos colorimétricos e matéria através dos nossos olhos, é um dos elementos mais significativos e importantes nas artes plásticas na construção da volumetria dos objetos, se apresentando numa infinidade de variedades em seus aspectos e espectros.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
• Compreender a cor em sua amplitude física e artística.
• Relacionar a cor com o contexto artístico do período relacionado.
• Elaborar pranchas de estudo de cores.
• Desenvolver pranchas com intervenções em elemento neutro, trattegio e pontilhismo, bem como reintegração cromática, por meio da utilização das diferentes técnicas, procedimentos e elementos formais da linguagem colorimétrica.

1ª etapa
• Estudo dos espectros colorimétricos na construção de círculos cromáticos com o auxílio de pantones, círculos cromáticos impressos e folhas gráficas impressas.
• Identificação de palhetas básicas opacas e transparentes, composição de veladuras e sombras coloridas.
• Exercícios: construção de planilhas colorimétricas e lacunas de reintegração.
• Verificação na diversidade de materiais para reintegração cromática;
• Definição de técnica a ser utilizada na reintegração. (pontilhismo, trattegio ou elemento neutro);
• Representar, em folha de papel sulfite A4 e cartão, por meio de colagem e pintura, as intervenções a serem realizadas.

2ª etapa
Os alunos farão execução de um projeto de intervenção numa obra preparada para essa finalidade.
O aluno deverá trazer: 1 pincel roliço 3/0 sintético ou marta; 1 pincel roliço 0 sintético ou de marta; 1 pincel chato nro 6 ponei ou marta; 1 kit de guache (pode variar a marca e pode ser em kit pronto) com as cores: amarelo cádmio médio, azul ultramar, vermelho cádmio, branco, preto, azul da prússia, carmim e amarelo indiano.

Período: 4/11/18 de outubro e 1/8/22/29 de novembro e 6 dezembro de 2017
Horário – das 18h30 às 20h30
Carga horária: 16hs
Valor: R$ 500,00 a vista – R$ 550,00 (duas vezes)
Vagas limitadas
Inscrições: mfatima@museuartesacra.org.br
Informações: (11) 5627.5393
Local: Museu de Arte Sacra de São Paulo
Endereço: Avenida Tiradentes, 676, Luz. Metrô Tiradentes.
Estacionamento gratuito (ou alternativa de acesso): Rua Jorge Miranda, 43
No final do curso o aluno receberá o certificado.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Pontificio Istituto Ambrosiano di Musica Sacra



PIAMS






O que é?

O Instituto Pontifício Ambrosiano de Música Sacra (PIAMS) é um centro de estudos acadêmicos com finalidades científicas, didáticas e pastorais na órbita litúrgico-musical, que da particular atenção ao rito e ao canto ambrosianos.
O Instituto, criado em 1931 pelo beato cardeal A.I. Schuster, arcebispo de Milão, e erigido canonicamente pela Santa Sede em 1940, se configura atualmente - em modo análogo ao Instituto Pontifício de Música Sacra de Roma, com o qual está associado - como Instituto "ad instar facultatis" e está habilitado a outorgar licenciaturas com valor acadêmico.
Através da produção científica e da docência das assinaturas litúrgico-musicais, o PIAMS quer promover o conhecimento, o crescimento e a difusão da liturgia e da música sacra, e a formação de músicos eclesiásticos e de futuros professores e responsáveis na órbita litúrgico-musical.


«Temos entrado em um novo milênio, e a Igreja está totalmente comprometida na obra de uma nova evangelização. Que não falte vossa contribuição nesta vasta ação missionária. A cada um de vós se pede um estudo acadêmico rigoroso e uma atenção constante com a liturgia e a pastoral. A vós, professores  e alunos, se pede que valorizem ao máximo vossos dons artísticos, conservando e promovendo o estudo e a prática da música e do canto em todos os âmbitos e com os instrumentos que o concílio Vaticano II indicou como privilegiados ».

(João Paulo II, Discurso no Instituto Pontíficio de Música Sacra)
Roma, 19 de janeiro de 2001




«A aplicação das orientações do Concílio Vaticano II sobre a renovação da música sacra e do canto litúrgico - em particular os coros, nas capelas musicais e nas Scholas cantorum - exige hoje uma sólida formação dos pastores e dos fiéis no âmbito cultural, espiritual, litúrgico e musical. Requer também uma reflexão profunda para definir os critérios de constituição e difusão de um repertório de qualidade, que permita a expressão musical servir de maneira adequada a seu último fim, que é "à gloria de Deus e a santificação dos fiéis"».

(João Paulo II, Discurso aos participantes do Congresso de Música sacra)
Roma, 27 de janeiro de 2001




«Eu quisera que esta celebração fosse o começo de um novo caminho também para nós. Um caminho que veja em primeiro lugar a liturgia ambrosiana, não só fielmente celebrada, mas também compreendida e vivida em sua espiritualidade e nos seus símbolos, transmitida com fidelidade a novas gerações e ao mesmo tempo renovada com criatividade, para que expresse a vivacidade de nossa Igreja particular na sinfonia de todas as formas litúrgicas da Igreja universal.».

(C.M. Martini, homília durante a celebração eucarística no rito ambrosiano)
Roma, 4 de novembro de 2001

Endereço: 

Corso Garibaldi, 116
I - 20121 MILANO
Tel: +39 02.89406400
Fax: +39 02.89406400


***

Inscrições para o Ano acadêmico 2017/2018

No site se pode consultar os cursos disponíveis e efetuar a inscrição.
Inscrições até dia 30 de setembro.

Para informações contate a Secretaria:
(+39 0289406400 - email: segreteria@unipiams.org).

Fonte: PIAMS

domingo, 17 de setembro de 2017

300 Anos de Devoção Popular


Duração:
21 setembro 2017 - 19 novembro 2017

MUSEU DE ARTE SACRA DE SÃO PAULO PROMOVE EXPOSIÇÕES EM HOMENAGEM AOS 300 ANOS DE DEVOÇÃO À NOSSA SENHORA APARECIDA

"300 Anos de Devoção Popular" conta, por meio de esculturas, ex-votos e uma linha do tempo, a história dos 3 séculos que se passaram desde a descoberta da imagem de Nossa Senhora Aparecida

O Museu de Arte Sacra de São Paulo – MAS/SP, instituição da Secretaria da Cultura do Estado, exibe "300 Anos de Devoção Popular", em parceria com o Museu Nossa Senhora Aparecida – Santuário Nacional de Aparecida e curadoria de Cesar Augusto Bustamante Maia e Fabio Magalhães. Composta por 137 obras - esculturas, ex-votos e objetos em diversos suportes -, a mostra homenageia os três séculos de devoção à Nossa Senhora Aparecida.

A cada ano, milhões de peregrinos caminham rumo ao Santuário Nacional de Aparecida. Recorrem à padroeira do Brasil para lhe falarem de suas angústias, aflições, ou para expressar suas alegrias, esperanças e agradecimentos por graças alcançadas. "A mãe de Jesus, a Senhora da Conceição Aparecida, continua a ser o 'grande sinal', colocado por Deus no céu e na terra para o consolo dos seus filhos e para a certeza de que o mal não terá a última palavra sobre a vida dos homens e sua história", comenta o Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo.

A mostra "300 Anos de Devoção Popular" traz como destaques duas esculturas da santa – uma com manto e outra sem - feitas por Francisco Ferreira – Chico Santeiro, o primeiro escultor a produzir uma imagem de Nossa Senhora Aparecida, além de 10 ex-votos que são mantidos na Sala das Promessas, no Santuário. Uma linha do tempo conta toda a história desde 1717, quando a imagem foi encontrada, passando pela primeira capela no Porto Itaguaçu (1740), a doação da coroa de ouro pela Princesa Isabel (1884), a proclamação de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil (1931), o início da construção da Basílica Nova (1955), até o jubileu de 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora, que é comemorado neste ano de 2017, entre outros acontecimentos no decorrer do tempo.

Nas palavras de José Carlos Marçal de Barros, Diretor Executivo do MAS/SP: "Com a colaboração, imprescindível, do Museu de Nossa Senhora Aparecida, o Museu de Arte Sacra de São Paulo apresenta uma mostra, de pouco mais de uma centenas delas que simbolizam a força da fé de nossa população naquela que, ao longo de 300 anos, conforta a alma deste povo devoto".


Sobre a descoberta da imagem de Nossa Senhora Aparecida

Em outubro de 1717, três humildes pescadores receberam a incumbência de buscar peixes para o Conde de Assumar, governador da capitania de São Paulo e das Minas Gerais. Depois de tanto navegar e sem êxito na pescaria, os três trabalhadores do povoado do Itaguaçu lançaram pela última vez as suas redes, quando notaram que uma delas pesava - para surpresa dos pescadores, surgia do fundo do rio um corpo de imagem, o qual foi recolhido com respeito e veneração. Em outro lançamento da rede, pescaram a cabeça. Corpo e cabeça da imagem da Imaculada Conceição, devotamente chamada Nossa Senhora da Conceição Aparecida. Após o encontro da imagem, as redes se encheram de peixes e, com este milagre, se dá início aos 300 anos de devoção à Santa padroeira do Brasil. Nas palavras de Cesar Augusto Bustamante Maia: "Surgida das águas, símbolo do Batismo cristão, abraçou o Brasil de norte a sul, congregando milhões de devotos que peregrinam em busca de colo materno: consolo, graça, milagre e gratidão".

Exposição: “300 Anos de Devoção”
Curadoria: Cesar Augusto Bustamante Maia e Fabio Magalhães
Abertura: 21 de setembro de 2017, quinta-feira, às 11h
Período: 22 de setembro a 19 de novembro de 2017
Local: Museu de Arte Sacra de São Paulo
Endereço: Avenida Tiradentes, 676 – Luz, São Paulo (ao lado da estação Tiradentes do Metrô)
Tel.: 11 3326-5393 – agendamento / educativo para visitas monitoradas
Horário: de terça-feira a domingo, das 9 às 17h (bilheteria das 9 às 16h30)
Ingresso: R$ 6,00 (estudantes e idosos pagam meia); grátis aos sábados
Técnicas: Diversas
Número de obras: 137

Fonte:
Museu de Arte Sacra de São Paulo

sábado, 16 de setembro de 2017

11ª Primavera dos Museus celebra os 40 anos do Museu de Arte Sacra de Pernambuco


Postado por Anna Beatriz

A Arquidiocese de Olinda e Recife e o Museu de Arte Sacra de Pernambuco (Maspe) promovem em parceria com a Fundarpe, a 11ª Primavera dos Museus, programação que marca os 40 anos do Maspe e oferece mesa redonda, oficinas e exposição, de 19 a 24/09, na sede do museu, no Alto da Sé, em Olinda. As atividades incluem: mesa redonda 40 anos Maspe (20/09, 19h), exposição de pinturas Olinda Judaica (de 19 a 24/09), oficina de pinturas naïf para crianças a partir de 07 anos de idade (22/09, 14h), oficina de relaxamento (23/09, 09h) e oficina de Literatura de Cordel (23/09, 14h).

De acordo com o diretor do museu, padre Rinaldo Pereira, as atividades são abertas ao público em geral e também se dirigem aos especialistas em arte sacra, restauração e conservação do patrimônio histórico. A mesa redonda, intitulada 40 anos de Maspe, traz como palestrantes os professores Jorge Tinoco, José Luiz da Mota Menezes e Irineu Marinho, antigo gestor do museu.

No período de 19 a 24/09 (à tarde), o público poderá conferir nos jardins do Maspe a exposição de pinturas estilo naïf, do artista plástico Onildo Moreno, intitulada Olinda Judaica. O mesmo artista plástico será o facilitador da oficina de pinturas naïf para crianças a partir de 07 anos de idade (22/09, 14h). No dia 23/09 (a partir das 14h), acontecerá o lançamento do Cordel 40 anos de Maspe e a oficina de Literatura de Cordel, facilitada pelo Esperantivo e projeto Versalizando Imagens. No turno da manhã, às 9h, acontece a oficina de relaxamento, com o facilitador Gustavo Cauás.

As inscrições são gratuitas. O Maspe localiza-se na rua Bispo Coutinho, 276, Alto da Sé, Olinda. Informações: 3184-3154.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Miniaturas Góticas

Por DAVID CLAYTON




Mostramos algo que pode ser uma inspiração para os artistas de hoje: esculturas talhadas em miniatura do século XV, que teriam sido usadas como imagens sagradas devocionais pessoais.
As cenas dentro são a entrada em Jerusalém e o Cristo que leva a sua cruz.
Este mostra o Caminho do Calvário e a Crucifixão.
Eles são fascinantes para ver, e não se pode deixar de se maravilhar com a habilidade dos escultores de madeira que criaram esses objetos, eles também podem ser algo que poderíamos ter hoje. Estamos acostumados a crucifixos em miniatura, mas por que não um pequeno de ícone de bolso ou modelos para nos inspirar enquanto rezamos a Liturgia das Horas 'no casco'?
Estes estão em uma exposição de esculturas góticas de arte devocional que está percorrendo os Estados Unidos e está atualmente na Galeria de Arte de Ontário em Toronto. A exposição viajará para Nova York e Amsterdã após a parada de Toronto; Você pode ver mais dessas miniaturas no site que anuncia a exposição .

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Conferência de Arte Sacra em Chicago (EUA)

texto de CHARLES COLE


Em 29 de outubro, a Catholic Art Guild, uma comunidade de artistas com sede em Chicago, organizará uma conferência histórica que reunirá os principais filósofos e artistas para redescobrir o poder da beleza no mundo moderno.

A conferência, intitulada "Beleza e a Restauração do Sagrado" (Beauty the restoration of the sacred), contará com o filósofo inglês Sir Roger Scruton, conhecido pelo documentário da BBC "Why Beauty Matters", bem como pelo arquiteto Duncan Stroik, pelo artista clássico Anthony Visco e pelo historiador de arte e educador Denis McNamara.

A conferência inovadora abre com uma Missa Solemne com música coral renacentista no esplendor barroco da histórica igreja de São João Cantius de Chicago , uma paróquia conhecida por trazer a beleza ao culto cristão.

As apresentações e discussões da conferência terão lugar no The Drake Hotel, seguido de um elegante banquete, serviço de vinho, que culminou em uma discussão estimulante.

"A beleza foi tão denigrida na cultura de hoje como resultado do pensamento utilitário prevalente. Esta, infelizmente, relega aqueles com dons artísticos para a periferia ou pior, diz-lhes os seus dons são inúteis", diz a organizadora e Presidente do Catholic Art Guild,  Kathleen Carr, ‘Esperamos que esta conferência faça brilhar uma luz sobre a necessidade de beleza no mundo de hoje.’

Todos visuais Artistas, designers, arquitetos, educadores de arte e amantes da arte são bem-vindos. Ingressos e mais informações podem ser encontrados em www.CatholicArtGuild.org

domingo, 10 de setembro de 2017

VI COLÓQUIO INTERNACIONAL HISTÓRIA DA ARTE



Apresentação do Colóquio
O VI COLÓQUIO INTERNACIONAL HISTÓRIA DA ARTE: Imagem Ilusionista – Imagem Perspéctica: Pintura e arquitetura do Tempo Colonial - Manuel da Costa Ataíde e sua pintura ilusionista, busca refletir sobre as manifestações artísticas, culturais e metodológicas da obra de arte entre os séculos XVI e XX na Europa e na América, evidenciando a pintura ilusionista, análise sobre a representação perspéctica e arquitetônica, como ainda estudos específicos sobre a tratadística entre o Renascimento e o Rococó.

A edição 2017, deste evento que é bianual,  se realizará em Mariana (MG) entre os dias 27 e 29 de Outubro de 2017 e discutirá ainda, a produção artística de Manuel da Costa Ataíde, pintor marianense do século XVIII/XIX e importante expoente da pintura em perspectiva do período colonial em Minas Gerais.

Dessa forma, pretende-se reunir neste Colóquio, pesquisadores e especialistas, com o propósito de:
 - Aprofundar discussões atuais no campo da História da Arte e da história da ciência;
 - Desenvolver novas metodologias de pesquisa;
 - Desenvolver novas formulações teóricas;
 - Realizar trabalhos conjuntos e promover o intercâmbio entre pesquisadores brasileiros e estrangeiros;
 - Organizar publicação futuras para o campo da História da Arte e da Ciência;

Chamada de Trabalhos para o VI Colóquio História da Arte: De 05/09/2017 a 16/10/2017

Fonte e inscrições: Coloquio Perspectiva

sábado, 9 de setembro de 2017

PALESTRA: A CATEDRAL DA SÉ E A NOÇÃO DE "ESCOLA DE ARTE" NO SÉCULO XX.



Com o crescimento da cidade de São Paulo, Dom Duarte Leopoldo e Silva quer uma nova catedral que seja um "escola de arte", ou seja, que sirva de modelo para a cidade e que signifique progresso. Dessa maneira, Maximilian Emil Hehl é contratado para fazer a planta da grande catedral, seguindo a linguagem neogótica. A presente palestra visa discutir os significados da construção dentro da cidade de São Paulo, durante o período da Romanização.

Palestrante: KARIN PHILIPPOV
23 de setembro, sábado, das 15hs às 17h30
Investimento: R$ 45,00

Local: Auditório da Livraria Martins Fontes, Av. Paulista, 509, 2º andar. Estacionamento conveniado: Rua Manoel da Nóbrega, 88 ou 95.

Formas de pagamento:
PagSeguro ou Depósito/transferência bancária: Santander ag. 4779 c/c 01027512-7 HADJULIEN CPF 076555268-00, (comprovante para cursos@lentecultural.com.br)

A inscrição será efetivada após a confirmação do pagamento.

Faça aqui sua inscrição!

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Conheça a Palestrante: Karin Philippov (aqui)



quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Santa Luzia (MG) – Campanha quer arrecadar dinheiro para reforma do Mosteiro de Macaúbas

Monjas abrem campanha para arrecadar recursos e recuperar a parte interna do monumento, afetada por cupins e rede elétrica obsoleta, entre outros problemas.


Construído no início do século 18, o mosteiro impressiona pelas dimensões e conservação externa, apesar dos problemas na parte interna. Foto: Beto Novaes/EM/DA Press

Um dos mais importantes monumentos arquitetônicos do patrimônio brasileiro pede ajuda para preservar mais de três séculos de história. Será lançada na próxima terça-feira a campanha Abrace Macaúbas, iniciativa com objetivo de garantir recursos para obras de manutenção do Mosteiro de Macaúbas, localizado em Santa Luzia, na Grande BH. Cupim nas madeiras, parte elétrica obsoleta, buraco no piso e degradação de outros pontos põem em risco a construção de 11,5 mil metros quadrados tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha) e Prefeitura de Santa Luzia. A solenidade, na Sala Capitular do mosteiro, às 10h, terá a presença do arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, dom Walmor Oliveira de Azevedo, da madre Maria Imaculada de Jesus Hóstia e das monjas da Ordem da Imaculada Conceição e de autoridades do patrimônio.

O presidente da Associação Cultural Comunitária de Santa Luzia, Adalberto Mateus, destaca a importância da construção do início do século 18, às margens do Rio das Velhas. “Macaúbas é uma das mais importantes edificações coloniais do interior do país e a única de Minas com características de convento. Em tempos de discussão sobre o protagonismo das mulheres na sociedade, vale destacar que sempre foi um território feminino por excelência, por ter sido recolhimento, colégio e depois mosteiro”, diz Adalberto. A associação integra a comissão responsável pela captação de recursos, que tem ainda o Memorial da Arquidiocese de Belo Horizonte. Em 1962, o arquiteto do Iphan, Paulo Thedim Barreto, ressaltou: “Trata-se de um conjunto do maior interesse histórico e arquitetônico (…) Pelo seu vulto, grandeza e destino, é edifício digno de apreço”.

Na manhã de ontem, a abadessa Maria Imaculada de Jesus Hóstia, que chama o mosteiro de “casa de Nossa Senhora”, mostrou os lugares de maior preocupação, entre eles o “coro baixo”, na capela de Nossa Senhora da Conceição, aberta todos os dias a moradores e visitantes para missas das 7h e, aos domingos, na acolhida da tradicional celebração das 10h30 com um coral da região. Ajudando a arrastar um banco, ela mostrou o rombo no piso de madeira. E falou da sua confiança e esperança no sucesso da campanha: “Aqui não é um lugar de luxo, mas de muita história de Minas e do Brasil. A parte elétrica já foi condenada pelo Corpo de Bombeiros. Tenho certeza que muitos vão colaborar”.

Urgência. Há três anos, a abadessa comandou uma grande campanha para a compra das latas de tinta que deram vida nova ao azul colonial das portas e janelas e branco das paredes com um metro e meio de largura e prepararam o mosteiro para a festa do tricentenário. Acompanhando a visita, Adalberto disse que “quem vê cara não vê coração”. Traduzindo: “Macaúbas impressiona pelas dimensões e conservação externa, mas, por dentro, precisa de reforma imediata de todo o sistema elétrico, descupinização, enfim, de obra de restauro. Apesar da boa aparência, tem problemas gravíssimos”.


A abadessa Maria Imaculada e a irmã Maria de São Miguel mostram buraco no piso do convento. Foto: Beto Novaes/EM/DA Press

Basta olhar para o madeirame e ver a necessidade urgente de conservação do prédio que abrigou uma das primeiras escolas femininas das Gerais. Em alguns cantos, os cupins deixaram seu rastro em montinhos de madeira devorada, enquanto, ao pisar as tábuas corridas, ouve-se o estalo de perigo. O forro da capela, pintado no início do século 19, por Joaquim Gonçalves da Rocha, de Sabará, também demanda ação urgente para não sair de cena. Os olhos atentos vão descobrir gambiarra de fios, colunas com perdas de reboco, buracos em madeiras, como se fosse um queijo suíço e outros sinais de deterioração. “Vamos conseguir o dinheiro. Deus está conosco”, repete a abadessa ao lado da irmã Maria de São Miguel. Logo depois, ao meio-dia, ouvem-se as vozes das religiosas entoando os cânticos na “hora sexta”.

Recolhimento. Conhecer o Convento de Macaúbas, como é carinhosamente chamado, representa experiência única: ali estão freiras, roseiras para fazer vinho, muitas orações e trabalho duro. Na entrada principal, onde se lê a palavra clausura, vê-se em destaque a pintura de um personagem fundamental nesta história tricentenária: o eremita Félix da Costa, que veio da cidade de Penedo (AL), em 1708, pelo Rio São Francisco, na companhia de irmãos e sobrinhos. Demorou três anos para chegar a Santa Luzia, onde construiu uma capela dedicada a Nossa Senhora da Conceição, de quem era devoto. Mas, antes disso, bem no encontro das águas do Velho Chico com o Rio das Velhas, na Barra do Guaicuí, em Várzea da Palma, Região Norte do estado, ele teve a visão de um monge com hábito branco, escapulário, manto azul e chapéu caído nas costas. Conforme o relato da madre superiora, “ele se viu ali” e “foi o ponto de partida para a fundação do Recolhimento de Macaúbas”.

No século 18, quando as ordens religiosas estavam proibidas de se instalar nas regiões de mineração por ordem da Coroa portuguesa, para que o ouro e os diamantes não fossem desviados para a Igreja, havia apenas dois recolhimentos femininos em Minas: além de Macaúbas, em Chapada do Norte, no Vale do Jequitinhonha. Conforme os estudos, tais espaços recebiam mulheres de várias origens, as quais podiam solicitar reclusão definitiva ou passageira. Havia, portanto, uma complexidade e diversidade de tipos de reclusas, devido à falta de estabelecimentos específicos para suprir as necessidades delas. Assim, os locais abrigavam meninas e mulheres adultas, órfãs, pensionistas, devotas, algumas que se estabeleciam temporariamente, para “guardar a honra”, enquanto maridos e pais estavam ausentes da colônia, ou ainda como refúgio para aquelas consideradas desonradas pela sociedade da época.


Cupins corroem a madeira de colunas do mosteiro. Foto: Beto Novaes/EM/DA Press

No período do recolhimento, Macaúbas recebeu figuras ilustres, como as filhas da escrava alforriada Chica da Silva, que vivia com o contratador de diamantes João Fernandes. A casa na qual Chica se hospedava fica ao lado do convento. Como parte do pagamento do dote das filhas, Fernandes mandou construir, entre 1767 e 1768, a chamada Ala do Serro, com mirante e 10 celas (quartos para as religiosas). Em 1770, o mestre de campo Ignácio Correa Pamplona assinou contrato para construir a ala da direita da sacristia (Retiro), igualmente dividida em celas. A construção tem ainda as alas da Imaculada Conceição, Félix da Costa (a mais antiga) e a de Santa Beatriz, onde se encontra o noviciado do mosteiro.

Em 1847, foi instalado oficialmente em Macaúbas um colégio feminino, com orientação dos padres do Caraça. Novos tempos chegaram em 1933, quando a escola foi desativada e instalado o mosteiro, hoje com 14 freiras.


Degradação põe em risco pontos como um altar atrás do qual já se percebe deslocamento que pode levar à sua queda. Foto: Beto Novaes/EM/DA Press

Serviço

Para participar e fazer doações
de qualquer quantia
Campanha Abrace Macaúbas
Caixa Econômica Federal – Mosteiro de Nossa Senhora da Conceição Macaúbas – Agência: 1066 – Operação 013
Conta poupança: 75.403/4 – CNPJ: 19.538.388/0001-07
Informações no site: abracemacaubas.com.br

Livro conta história de freira

Durante a cerimônia de lançamento da campanha Abrace Macaúbas/300 anos de história/Um abraço para as novas gerações, na terça-feira, às 10h, no Mosteiro de Macaúbas, em Santa Luzia, na Grande BH, o promotor de Justiça da comarca, Marcos Paulo de Souza Miranda, vai apresentar seu livro Irmã Germana – A exilada de Macaúbas, que conta a história da religiosa Germana Maria da Purificação batizada em 1782 na Capela de Nossa Senhora de Nazaré, em Morro Vermelho, em Caeté, e que ingressou em 1843 em Macaúbas, onde ficou até 1856. A “fama de santa” de Germana, que teria o poder de levitar e apresentava sinais da crucificação na sexta-feira da paixão, atraiu as atenções até do cientista francês Auguste de Saint-Hilaire (1779-1853), que registrou suas impressões, conforme Souza Miranda, num livro publicado na França em 1833. Os valores obtidos com a venda do livro serão destinados à Campanha Abrace Macaúbas.

Por Gustavo Werneck

Fonte original da notícia: Estado de Minas
Fonte: Defender

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Peça sacra de quase 300 anos é levada de templo em Carandaí (MG)

Imagem de Nossa Senhora das Dores foi esculpida em 1724. Tudo indica que o crime tenha ocorrido no último sábado. Este é o quarto furto do ano em Minas.


Imagem de Nossa Senhora das Dores foi esculpida em 1724. Foto: Divulgação/Acervo Igreja do Sagrado Coração de Jesus em Carandaí

O patrimônio cultural de Minas sofre um nove golpe – o quarto furto este ano. No fim de semana, foi levada da Igreja do Sagrado Coração de Jesus, em Carandaí, na Região Central, a imagem de Nossa Senhora das Dores, esculpida em 1724 e com 60 centímetros de altura. Segundo o coordenador do Conselho Comunitário e Pastoral da Comunidade Matriz, Márcio Moreira, tudo indica que o crime tenha ocorrido no sábado, já que a peça foi vista pela última vez, durante a limpeza, no dia anterior. O objeto sacro ficava num altar na Capela do Santíssimo.

A ocorrência policial foi feita na terça-feira de manhã, já que o furto foi notado na véspera, à noite. “Um grupo de orações, que se reúne todas as segundas, estava passando atrás da capela, quando viu no chão o manto azul-escuro da santa. Foi então que soubemos do roubo”, disse Márcio. Ele ressaltou que se trata de uma imagem de roca, tendo, portanto, apenas a parte superior de madeira.

O coordenador informou que não há sinais evidentes de arrombamento no templo, que não dispõe de sistema de segurança, como câmeras ou alarmes, a não ser grade na frente e tranca nas portas e janelas. “Encontramos apenas um vidro da janela quebrado, cerca de 10 centímetros quadrados. Acreditamos que a pessoa passou a mão por ali a fim de abrir a porta. De todo jeito, não encontramos nada desarrumado”, afirmou.

Outra surpresa para os moradores de Carandaí, explicou Márcio, é que o ladrão levou apenas a imagem de Nossa Senhora das Dores. “Havia outros bens nos altares, como imagens e ostensório (custódia para a hóstia consagrada). Certamente, a pessoa sabia se tratar de uma peça valiosa”, afirmou o coordenador.

O templo, vinculado à Paróquia de Santana e também à Arquidiocese de Mariana, não é tombado pelo patrimônio histórico. Porém, a imagem tem grande importância histórica e espiritual em Carandaí desde 1726, quando foi erigida a Ermida de Nossa Senhora das Dores, em propriedade do capitão Manoel Gonçalves Viana.

Falhas. O número de ocorrências de furtos e arrombamentos caiu em Minas, mas os ladrões não dão trégua, aproveitando falhas na vigilância para levar imagens, sinos, objetos de ornamentação, castiçais e até pedaços de altares. De acordo com a Coordenadoria das Promotorias de Justiça de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico (CPPC) do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), foram registrados, este ano, furtos de objetos sacros de igrejas de Oliveira, na Região Centro-Oeste, Lavras, no Sul, e no distrito de Miguel Burnier, em Ouro Preto, na Região Central.

Este ano, a campanha em Minas para resgate de bens desaparecidos de igrejas, capelas e museus completa 14 anos e está em busca de 730 peças sacras dos acervos históricos, conforme último levantamento da CPPC. O MPMG mantém o blog (patrimoniocultural.blog.br) com um banco de dado atualizado constantemente.

Para denunciar

MP de Minas Gerais
E-mail: cppc@mpmg.mp.br
Telefone (31) 3250-4620
Correspondência: Rua Timbiras,
2.941, Bairro Barro Preto, BH-MG.
CEP 30.140-062

Iphan
Site: www.iphan.gov.br
Telefones: (61) 2024-6342/
6355/6370
E-mails: depam@iphan.gov.br,
cgbm@iphan.gov.br e
faleconosco@iphan.gov.br

Iepha/MG
Site: www.iepha.mg.gov.br
Telefones: (31) 3235-2812/2813

Por Gustavo Werneck

Fonte original da notícia: Estado de Minas
Fonte: Defender

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Uma Restauração controversa que afasta o passado

Por BENJAMIN RAMM


A estátua anteriormente venerada como a Madonna negra tornou-se branca na restauração da Catedral de Chartres. Crédito Roberto Frankenberg para The New York Times


CHARTRES, França - O peregrino não encontrou o que estava procurando. Quando criança, Patrice Bertrand ouviu sua mãe contar detalhes de sua visita ao santuário da famosa Madonna Negra da Catedral de Chartres, a 60 milhas a sudoeste de Paris. Agora, o Sr. Bertrand, 41, de Nantes, estava seguindo seus passos. Mas ele ficou perplexo com o que descobriu: "A estátua que eu vim ver não está mais aqui", disse ele. A Madonna negra tornou-se branca.

A decisão de remover, o que uma placa na catedral chama de "revestimento antiestético", do ícone de madeira do século 16 passou a simbolizar a transformação contestada de Chartres, que passou por uma década de restauração. Por quase 500 anos, os peregrinos adoraram o rosto sombrio da Virgem, e acumulou o tipo de moeda mítica integral para o culto católico. Para alguns críticos, o repintado apagou uma memória cultural de um edifício que seus restauradores dizem que estão salvando.


A Madonna Negra com a Criança na Catedral de Chartres, quando apareceu em 2013. Crédito Elena Dijour / Shutterstock

Agora, o interior da catedral é desprovido de andaimes pela primeira vez em uma década, e o impacto total de um projeto pode ser visto. Esta é a sua renovação mais substancial desde que Chartres foi reconstruído entre 1194 e 1225. Nos 800 anos que se seguiram, o edifício mudou quase que o reconhecimento, já que a fumaça das velas acesas, lâmpadas de óleo e incêndios escureceu as paredes, as estátuas (incluindo a Madonna) e os requintados vitrais.

A restauração visa não apenas limpar e manter a estrutura, mas também oferecer uma visão sobre o que a catedral teria parecido no século 13. Seu interior foi projetado para ser uma visão radiante, tão perto do céu na terra como um peregrino pode vir, embora muitos visitantes modernos tenham respondido mais com choque do que com admiração. O crítico de arquitetura Martin Filler descreveu o projeto como uma "escandalosa profanação de um lugar sagrado cultural".


O contraste entre as secções restauradas e intocadas da catedral é rígido. Crédito Roberto Frankenberg para The New York Times

À medida que a extensão da restauração se tornou visível, críticos de arte, curadores e historiadores discutiram seus méritos em publicações na França, Grã-Bretanha e Estados Unidos. Uma petição ao ministério francês da cultura procurou deter o projeto. A campanha afirmou que a restauração viola a Carta de Veneza de 1964, que proíbe a renovação de monumentos ou locais históricos para fins estéticos e não estruturais.

Em um estágio do debate, o arquiteto que supervisionou as principais etapas da restauração, Patrice Calvel, respondeu à crítica do projeto, afirmando: "Sou muito democrático, mas o público não é competente para julgar".


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Os visitantes da catedral olham para o teto restaurado acima. Crédito Roberto Frankenberg para The New York Times

As inscrições no livro do visitante da catedral sugerem descontentamento público em sua abordagem, chamando-o de "arrogante" e "kitsch".

Anne Marie Woods, uma guia na catedral, disse que há fortes argumentos acadêmicos a favor da restauração. As investigações arqueológicas que começaram na década de 1980 demonstraram que o que pareceu ser uma pedra aparente foi, de fato, um acréscimo de sujeira que escondeu caindo em declínio e duas camadas de tinta, disse ela.foto


A catedral é a peça central da cidade de Chartres, a 60 milhas a sudoeste de Paris. Crédito Roberto Frankenberg para The New York Times

A Sra. Woods enfatizou que o que parecia "falso" para alguns é, de fato, fiel ao original. As colonetas brancas ósseas e os blocos-chave do tecto multicolor podem parecer chatos, mas eram aspectos da catedral medieval (juntamente com opulentas cortinas de parede e estátuas de portal pintadas em cores vivas). No entanto, não temos olhos medievais, e não podemos ver o mundo como peregrinos da época.

Leila A. Amineddoleh, advogada de patrimônio cultural que patrocinou a petição "Save Chartres Cathedral", disse que, acrescentando "um casaco brilhante, parte da restauração cria a impressão de que a catedral é nova".foto


A restauração não diminuiu a devoção de alguns visitantes. Crédito Roberto Frankenberg para The New York Times

Mas o Prof. Jeffrey F. Hamburger, um historiador de arte medieval em Harvard, disse que "não há motivo para ser nostálgico ou romântico sobre a sujeira". A associação de edifícios góticos com "escuridão escura e obscura" é "fundamentalmente equivocada" ele disse; eles não são "monumentos de melancolia".

A restauração procura reconstituir um templo da luz, para desafiar a percepção popular do abatimento gótico. Mas ao fazê-lo, levanta uma questão intrigante: o que acontece quando nossos pressupostos herdados sobre o passado entraram em contato com camadas de mitos acumulados?

Depois, há algumas inconsistências na restauração medieval: a catedral tem iluminação elétrica (embora o interior mais brilhante realmente minimize a necessidade de luz artificial), o pavimento de pedra elegante mas irregular permanece sem tratamento e a abside possui mármore barroco restaurado. É um desafio identificar em que ponto uma inovação é consagrada na tradição e qual versão de Chartres deve ser conservada.

A Unesco descreve as 176 janelas da catedral como "um museu de vitrais" que garante sua própria tonalidade: bleu de Chartres (uma combinação de cobalto e manganês). As poucas janelas restantes não limpas agora servem como propaganda para a restauração dos outros, que foram limpas de sujeira e liberadas de tiras de liderança improvisada.

Os críticos do projeto argumentaram que o aumento da luz ambiente, refletindo sobre as superfícies pintadas, diminui o impacto do vitral. (Escrevendo no jornal Le Figaro, o crítico de arte Adrien Goetz comparou isso com "assistir a um filme em um cinema onde eles não apagaram as luzes".) A Prof. Madeline H. Caviness, dos American Friends of Chartres, diz que as cores intensas realmente se complementam - as paredes de luz tornam as janelas mais luminosas. Em um dia nublado, a interação entre os dois aumenta a legibilidade do vitral - cada janela conta sua própria narrativa bíblica -, mas em um dia brilhante, a intensidade da luz pode dificultar a visão.

O impacto da restauração é particularmente notável porque as paredes do transepto, no centro da catedral, ainda não foram limpas. Suas janelas de rosas brilham como gemas na escuridão, semelhante ao efeito no contemporâneo gótico da catedral, Notre-Dame de Paris.

Esta semana, o arcebispo de Paris apelou por US $ 119 milhões para a restauração urgente para manter o exterior de Notre-Dame. Sua estrutura de pedra está desmoronando e suas gárgulas estão danificadas, mas o custo dos reparos vai muito além do orçamento anual de US $ 2,4 milhões atribuído pelo governo francês. Embora o andaime interior de Chartres tenha caído, esta é apenas uma medida temporária. Em 2019, a renovação dos transeptos começará finalmente. A restauração de US $ 18,5 milhões está sendo executada aproximadamente três anos atrasados, em parte como resultado de insuficiências de financiamento.

Nós não conhecemos os nomes daqueles que planejaram e construíram a catedral em Chartres, "esta uma glória anônima de todas as coisas, essa rica floresta de pedra", como Orson Welles o chamou em seu filme "F for Fake". Agora, também, a Madonna Negra é uma lembrança: a loja de presentes vende apenas um cartão postal de seu rosto pálido, rosado, como se estivesse corando. Para ilustrar a complexidade da controvérsia, deve-se notar que a estátua foi encomendada como uma cópia de Madonna, muito admirada anteriormente. O nome dela? Notre-Dame la Blanche - Nossa Senhora a Branca.

Uma versão deste artigo aparece em impressão em 2 de setembro de 2017, na página C1 da edição de Nova York com o título: qual passado devemos preservar?

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Aquecedores trouxe ataques de xilófagos aos retábulos nas Igrejas


Manutenção do retábulo de San Vicente de San Sebastián. / JUANJO AYGUES

A diminuição da umidade tem acelerado a deterioração de imagens e ornamentos de madeira. Insetos que costumavam desaparecer no inverno, encontraram uma temperatura estável para se reproduzir durante todo o ano

Texto de
BORJA OLAIZOLA 


A introdução de aquecedores em igrejas guipuzcoanas causou uma deterioração acelerada de imagens, retábulos e outros elementos de madeira. O mobiliário de quase quatrocentos templos registados no território sofreu a queda súbita da umidade causada por sistemas de ar condicionado instalados. "A presença de xilófagos aumentou e imagens policromadas e cobertura retábulos caiu quando seca a madeira", resume Koldo Apestegui responsável pelo patrimônio artístico da diocese de San Sebastian e pároco da Bom Pastor de San Sebastián.

A madeira é um material vivo que reage às condições ambientais. Elementos como retábulos ou imagens que adornam muitas das igrejas de Gipuzkoa tinha permanecido durante séculos em um ambiente envolvente estável: com a chegada do inverno temperaturas desceram e aumenta a umidade, que já era alta nos meses mais quentes, ele cresceu ainda mais: "A madeira absorvia a umidade e manteve-se estável durante todo o ano," explica Apestegui.
Efeito inesperado

As coisas começaram a mudar com a chegada na década de setenta com as primeiras calefações nas paróquias. O desejo de tornar a estadia mais confortável dos paroquianos nos meses frios ​​teve um efeito inesperado: o patrimônio artístico de templos com radiadores começou a ressentir-se rapidamente. "o primeiro efeito - conta o responsável pelo patrimônio artístico da diocese - eram os xilófagos que se alimentam de madeira, que até então na primavera e no outono e desapareciam no inverno, eles encontraram uma temperatura adequada para se reproduzir durante todo o ano. Os ataques se multiplicaram e muitos retábulos foram deixados em uma situação precária durante a noite".

Mas os insetos não foram o único problema causado pelo aquecimento: "As correntes de ar quente fizeram diminuir brutalmente a umidade em muitas igrejas. Templos sempre tinham mantido com mais de 90% de umidade chegaram a ter 50% ou 40%. Retábulos em madeira e imagens, que até então tinham ficado inchadas por causa da água absorvida, encolheram abruptamente e a policromia se desprendeu". Os estragos não só afetou ornamentos. A condensação resultante da diferença de temperatura entre o exterior e interior dos templos também causou problemas em abóbadas e telhados. "Os aquecedores têm-se revelado muito prejudicial para o patrimônio artístico na medida em que eles têm acelerado significativamente a sua deterioração", resume Apestegui.

O problema tem atenuado desde a instalação dos primeiros aquecedores há quatro ou cinco décadas atrás. As correntes de ar quente que alcançam todos os elementos das igrejas deram lugar a sistemas mais seletivos - como raios infravermelhos - e também a diminuição de fiéis resultou em uma diminuição do número de serviços religiosos. "Não faz sentido aquecer uma paróquia se o fim de semana vai celebrar apenas duas missas porque, além do impacto que pode ter para a madeira, o gasto é totalmente inviável", reflete o responsável ​​pelo patrimônio artístico.

A manutenção das igrejas de Gipuzcoa consome cerca de 100.000 euros por ano. Investimento caiu em relação a números pré-crise. "Quando assumi o patrimônio artístico da diocese de volta na década de noventa - explica Apestegui - movíamos em torno de três milhões de euros por ano, mas a partir de 2010 as contribuições de instituições despencou seguinte a crise".

Esquema básico


O financiamento de reparos nos templos participa de uma disputa, que corresponde por lei a manter o patrimônio artístico. Os gastos, explica o responsável da diocese, geralmente assumidos 50% entre a instituição provincial e da Igreja. "Não existe uma fórmula única para cada restauração é um microcosmo, mas o esquema básico é este: como responsável por garantir o patrimônio artística, o Conselho é responsável por metade da conta e a outra metade sai dos fundos da Igreja, patrocínios ou contribuições de municípios".

Apesar da queda no financiamento público, a situação dos templos é boa em linhas gerais graças às intervenções realizadas na era pré-crise. "Durante a pré-2010, que foi de quatro décadas, quando a torneira de dinheiro foi fechada, foram empreendidas importantes obras como: a igreja de Azkoitia, Arrasate, Hernani, Oirtzun, Getaria, Hondarribia, San Miguel Arcángel de Oñati ou Santa María e San Vicente de San Sebastian restaurada em sua totalidade", observa Apestegui. Congratulando-se com que o trabalho realizado naquela época já salvou a maior parte do patrimônio, também lamentou a sua vulnerabilidade. "Nenhum especialista dá mais de oito anos de garantia contra tratamentos deterioração da madeira, de modo que depois de uma década, muitas vezes se repetem os tratamentos e você tem que intervir novamente", conclui.

São Paulo Schola Cantorum


Apresentamos o projeto:  São Paulo Schola Cantorum. Excelente trabalho do amigo Delphim Porto.

É com grata satisfação que lançamos as bases do projeto litúrgico-musical “São Paulo Schola Cantorum”. Formado por destacados profissionais da arte que emprestam seus talentos para o canto sacro e ritual, esse projeto tem por missão principal trazer para o seio da Igreja Beleza para suas liturgias.

Irmão do “Brazilian Schola Cantorum” grupo baseado nem New York / EUA – e também dirigido por Delphim Rezende Porto e Regiane Martinez – SPSC é único em terras brasileiras por sua excelência artística e proposta.

Altamente imbuído do munus legado pelo Concílio Vaticano II e dotado de todas as qualidades artísticas de nível internacional, somos a alternativa católica (tanto de rito ocidental quanto oriental, sobretudo o ortodoxo russo) para cerimônias de casamento, missas de todas as naturezas, incluindo ordenações episcopais e sacerdotais, bem como exéquias – ou missa pelos fiéis defuntos – promovidas por fiéis que não se veem representados no standard atual de música para eventos.

Conheça nossos arranjos e repertório: certamente você se surpreenderá com o que temos para oferecer!




Contato

Delphim Rezende Porto

delphim@usp.br

Telefone:

EUA (New York) +1 347 343 4914

BRA (São Paulo) +55 11 94486 0603

Delphim Rezende Porto

Organista, cravista e regente, iniciou seus estudos de piano moderno com a polonesa Donata Lange, na Universidade Livre de Música, em São Paulo. É Mestre e Doutorando em Musicologia pela ECA-USP, sob a orientação da Profª. Drª. Mônica Lucas e Dr. Giuseppe Gerbino (Columbia University de Nova Iorque). Aperfeiçoa-se atualmente aos teclados históricos do cravo, órgão e clavicórdio com o Prof. Dr. Peter Sykes (Juilliard School). Com o maestro Nicolau de Figueiredo e Elisa Freixo dedicou-se ao repertório renascentista e barroco escrito para teclados. Apresenta-se regularmente como convidado junto aos principais conjuntos e orquestras do país – Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal de S. Paulo, Orquestra Experimental de Repertório, Orquestra Sinfônica Heliópolis, Coral Paulistano, Audi Coelum e Coral da Cidade de S. Paulo. Recebeu, em 2012, permissão para estudos ao órgão Lorenzo da Prato (circa 1471) da Basílica de S. Petrônio, e nos instrumentos de teclado do célebre Museo San Colombano, ambos situados na cidade italiana de Bolonha. Recebeu no mesmo ano especial orientação dos maestros Rinaldo Alessandrini, Liuwe Tamminga e Matteo Messori quanto à execução do repertório seiscentista e setecentista escrito para teclados. Foi menino-cantor do antigo coral Canarinhos do Liceu Coração de Jesus e, desde 2011, integra o Conjunto de Música Antiga da ECA-USP.

Fonte: Liturgia Catolica

domingo, 3 de setembro de 2017

Exposição “300 anos de devoção popular”


HISTÓRIA & FÉ | Homenagem aos 300 anos de Nossa Senhora Aparecida traz a São Paulo exposição inédita com acervo do Santuário Nacional





No próximo dia 12 de outubro completam-se 300 anos desde que a imagem de Nossa Senhora Aparecida foi encontrada por pescadores nas águas no rio Paraíba do Sul. Em comemoração, a Secretária de Estado da Cultura do Governo de São Paulo e o Museu de Arte Sacra de São Paulo (MAS) promovem a Mostra Cultural Jubileu 300 anos de Aparecida, que contará com duas exposições, uma na sala no Metrô Tiradentes e outra localizada dentro do do Museu de Arte Sacra, com abertura solene no dia 21 de setembro a partir das 11h00 horas.

O evento será realizado em parceria com a Arquidiocese de São Paulo, Arquidiocese de Aparecida, Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Museu Nossa Senhora Aparecida e Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô).

No Museu, ocorre a abertura da exposição “300 anos de devoção popular”, com cerca de 130 peças, entre elas obras do acervo do Santuário Nacional de Aparecida que, pela primeira vez, virá a São Paulo.

A presença da congadas e divineiros homenageiam a tradição popular do município de Aparecida e região.

A exposição “300 anos de devoção popular” terá abertura oficial pelas autoridades presentes, Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer, Dom Orlando Brandes - Arcebispo de Aparecida e demais convidados, onde será exibida peças da imagem de Nossa Senhora talhadas em madeira, louça e gesso, feitas por artesãos de vários estados brasileiros. Além disso, uma imagem fac-símile da original, em terracota, estará em um nicho para visitação. A abertura do evento terá comidas típicas do interior paulista.

ANOTE NA AGENDA

“300 anos de devoção popular”

Dia: 21/09/2017

Local: Museu de Arte Sacra - Av Tiradentes, nº 676, Luz - S. Paulo -SP.

Horário: 11h00

Fonte: Sindnapi

sábado, 2 de setembro de 2017

Restauração dá mais 500 anos de vida à ‘Última Ceia’, de da Vinci


A obra está pintada nas paredes do convento da igreja Santa Maria delle Grazie, em Milão. O investimento é de 1 milhão de euros (R$3,7 milhões).


A última ceia’, de Leonardo da Vinci. Reprodução/VEJA

Acredita-se que, a cada 100 anos, seja feito algum tipo de restauração para preservar a obra mais representativa da arte italiana, A Última Ceia, de Leonardo da Vinci (1452-1519). Desta vez, será no sistema de ar do refeitório da Santa Maria delle Grazie (Igreja Nossa Senhora das Graças), em Milão, onde está pintada. Juntamente com o Ministério do Patrimônio e da Cultura e Turismo da Itália, Oscar Farinetti, piemontês fundador do super-empório italiano Eataly, é quem está por trás do projeto. “Garantiremos mais 500 anos de vida à obra”.

Ele falou a VEJA:

Como está a obra A Última Ceia, hoje? É extraordinária. Uma das maiores expressões de arte para o mundo, pintada no anexo da Igreja Santa Maria delle Grazie (Igreja Nossa Senhora das Graças), em Milão, na Itália. Mas é muito frágil por três motivos: devido à técnica com a qual foi pintada no final do século XV, por conta da degradação lenta e diária devido às micropartículas de poeira introduzidas minimamente pelos 400 000 visitantes anuais e, por fim, pela própria composição do ar da cidade. Por isso, o Ministério do Patrimônio e da Cultura e Turismo aprovou um importante projeto de restauração de ar no local.

Em 1999, uma equipe de especialistas liderada pela conhecida restauradora de arte italiana Pinin Barcilon concluiu a restauração da obra, após um período de 20 anos. Como será, agora, esta restauração de ar?Agora, teremos uma grande máquina para fazer a purificação do ar do local onde está a pintura. Será a primeira restauração desse tipo. Este novo trabalho consiste em permitir a entrada de mais de 10.000 metros cúbicos de ar limpo diariamente; muito mais do que os 3.500 metros cúbicos que entram hoje.

É verdade que Da Vinci teria sido contratado para pintar a obra, mas, por causa da suposta má escolha dos materiais, a tinta já teria começado a desbotar enquanto ele ainda estava vivo?
Acredita-se nisso. Há curiosidades: a obra tem 4 metros de altura, 9 metros de largura, e acreditam que seja um afresco (sob camada de material fresco) quando na verdade não é. Leonardo da Vinci utilizou na parede uma técnica que sempre foi comum no papel: a têmpera; que consiste em uma aglutinação de materiais capaz de dar um brilho particular, além de vivacidade e sensação de frescor. Porém, essa técnica deixou a obra muito fraca e com menos durabilidade – tanto que poucos anos depois de sua realização já começou a arruinar.

Quanto tempo deve durar essa restauração de ar? Já começou e deve terminar em 2019, ano em que srá celebrado o 500º aniversário da morte de Leonardo da Vinci. Por sua fragilidade, apenas 30 pessoas visitam a obra por vez. A restauração ambiental garantirá não apenas mais 500 anos de vida a obra, como também permitirá aumentar muito o número de visitantes.

Frequentadores do Eataly ajudarão a pagar o projeto? É um projeto de mais de 1 milhão de euros: metade será financiado pelo Eataly, como único patrocinador privado, e a outra parte ficará a cargo do Ministério do Patrimônio e da Cultura e Turismo, da Itália. Entramos com 1 milhão de euros.

A obra representa o último jantar de Jesus com seus discípulos e o senhor é católico. Algum significado pessoal? Representa o momento em que Jesus diz: “Em verdade, vos digo que um de vocês me trairá”. A partir daquele momento, os discípulos olham perplexos para entender e perguntar quem é que vai trair Jesus. A pintura retrata um jogo de olhares e posturas corporais com fortes conotações simbólicas. Até mesmo as mãos dos discípulos estão todas, ao meu ver, em posições muito significativas. A pintura traz emoção e nos envolve no drama do que está ocorrendo ali. Já aconteceu de essa obra me emocionar muito ao pensar na consciência de Jesus naquele tempo, ao aceitar seu destino com aquela expressão serena no rosto. Os discípulos têm medo do que poderia estar por vir. Ele não.

Por Thaís Botelho

Fonte original da notícia: Veja.com
Por Defender

Por que, nas igrejas, vemos Maria à esquerda e José à direita do altar?

texto de Philip Kosloski

Public Domain

Esse alinhamento das imagens é encontrado com frequência. Mas a que se deve?

Quando entramos numa igreja católica, é frequente vermos uma imagem de Nossa Senhora ao lado esquerdo do altar e outra de São José à direita.

Será pura casualidade ou existe alguma norma a esse respeito?

Bom, norma ou regra específica não existe no tocante à posição em que devam ser colocadas as imagens dentro das igrejas.

O que existe é a Instrução Geral do Missal Romano, que pede cuidado e sensatez para que o número de estátuas não seja aumentado indiscriminadamente e para que elas sejam organizadas de modo a não distraírem a atenção dos fiéis durante as celebrações. O ideal é que haja apenas uma imagem de um determinado santo (cf. número 318).

Em certas épocas e lugares foi costume posicionar a estátua do padroeiro da paróquia no centro da igreja, acima do tabernáculo, mas esse uso vem diminuindo em favor do foco no Crucifixo e no próprio tabernáculo.

Quanto à colocação da imagem de Maria, ela é tipicamente posta à esquerda do altar do ponto de vista dos fiéis porque, na realidade, ela está à direita de Jesus do ponto de vista d’Ele!

Já vem da tradição do Antigo Testamento que a Rainha Mãe esteja sentada à direita do Rei. No primeiro livro dos Reis, por exemplo, podemos ler:


Betsabé foi, pois, ter com o rei para falar-lhe em favor de Adonias. O rei levantou-se para ir-lhe ao encontro, fez-lhe uma profunda reverência e sentou-se no trono. Mandou colocar um trono para a sua mãe e ela sentou-se à sua direita (1 Reis 2,19).


O Papa Pio X confirma essa tradição na Ad Diem Illum Laetissimum, declarando que “Maria está sentada à direita de seu Filho”.

Junto com essa tradição, é relevante recordar que o lado esquerdo das igrejas era chamado de “lado do Evangelho” – e Maria, biblicamente, é a “Eva Nova”, exercendo papel fundamental na História da Salvação.

Nas igrejas orientais, um ícone da Mãe de Deus também é colocado à esquerda da iconóstase, a parede que separa o santuário da nave da igreja. É frequente que seja um ícone da Mãe de Deus segurando no colo o Menino Jesus, a fim de representar o início da nossa Salvação.

A presença de São José à direita é vista, portanto, à luz do papel privilegiado de Maria. No entanto, também é frequente que, em vez de São José, seja colocada a imagem de outro santo, conforme a devoção preponderante na igreja em questão.

É importante observar que, se ao lado direito do altar for posta uma imagem do Sagrado Coração, então a estátua de Maria costuma ser colocada no “lado de José”, já que Nossa Senhora sempre ocupa uma posição menos proeminente que a do Filho.

Junto com tudo isso, não custa lembrar que, antigamente, era tradição que as mulheres e crianças se sentassem de um lado e os homens do outro nas igrejas. Esse costume também influenciou para que, em algumas igrejas, fossem colocadas as santas de um lado e os santos do outro.

Em síntese: não existe uma regra rígida para o posicionamento das imagens dentro das igrejas, mas sim um belo conjunto de reflexões, tradições e orientações gerais para que a escolha seja bem embasada, faça sentido espiritual, respeite a centralidade de Cristo Eucaristia e seja edificante para os fiéis.

Fonte: Aleteia

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

MUSEU DE SANT’ANA CELEBRA TRÊS ANOS COM A EXPOSIÇÃO “SANTAS MULHERES – AS HEROÍNAS DA FÉ”


Mostra inédita reúne imagens barrocas brasileiras, que podem ser vistas de 26 de agosto a 6 de novembro, em Tiradentes

O Museu de Sant’Ana (MUS), localizado em Tiradentes/MG, comemora três anos de abertura, recebendo a exposição inédita, “Santas Mulheres – As Heroínas da Fé”. A mostra reúne imagens de artistas populares e eruditos que deram enorme contribuição à arte sacra brasileira, como Aleijadinho, Mestre de Piranga, Frei Agostinho de Jesus e Francisco Vieira Servas. São imagens brasileiras, datadas dos séculos XVII, XVIII e XIX, pertencentes a coleções privadas e, até hoje, nunca expostas ao público. As Santas chegam ao MUS e se juntam às 300 imagens de Sant’Ana do acervo permanente do espaço. “Maria, representada na exposição em alguns dos seus títulos devocionais, tão amorosamente Mãe quanto Sant’Ana, se faz acompanhar de outras mulheres extraordinárias que no exercício da fé cristã se tornaram força, inspiração, devoção e exemplo”, destaca Angela Gutierrez, curadora da exposição e presidente do Instituto Cultural Flávio Gutierrez (ICFG), gestor do MUS.

A exposição “Santas Mulheres – As Heroínas da Fé” pode ser vista de 26 de agosto a 6 de novembro de 2017, com entrada gratuita, no Museu de Sant`Ana, localizado à Rua Direita, 93, no Centro Histórico (Tiradentes/MG). O patrocínio é da CCR.


O conjunto de imagens representa uma mostra significativa da originalidade e do talento do artista brasileiro, cujo acesso ao público constitui significativo esforço de preservação e divulgação da história do país. “O Instituto Cultural Flávio Gutierrez reafirma, assim, a missão que o orienta desde a sua fundação, em 1998: trabalhar, de forma obstinada, em defesa do patrimônio histórico e cultural brasileiro”, afirma Angela Gutirerrez, presidente do ICFG.


Serviço:Exposição “Santas Mulheres – As Heroínas da Fé”

Data/horário: 26 de agosto a 06 de novembro – quarta a domingo, 10h às 19h – Entrada Gratuita

Local: Museu de Sant’Ana – Rua Direita, 93 (entrada pela Rua da Cadeia), Centro, Tiradentes (MG).

Informações: www.museudesantana.org.br / Telefone: (32) 3355-2798


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Museu de Sant’Ana

Instalado na antiga Cadeia Pública da cidade, as 300 imagens de Sant’Ana são de origem brasileira, de diversas regiões do país, eruditas e populares, dos mais variados estilos e técnicas, produzidas, em sua maioria, por artistas anônimos, entre os séculos XVII e XIX, em materiais diversos. As peças foram reunidas por Angela Gutierrez ao longo de quatro décadas de buscas e pesquisas, sendo obras que constituem um acervo sem similar no país. Toda o acervo impressiona pela beleza, originalidade e relevância. Concebido de forma exemplar, a partir de critérios museológicos e museográficos que dialogam com a própria história do prédio da Cadeia Pública de Tiradentes, o Museu de Sant’Ana é espaço cultural de contemplação. No local, estão as diversas representações de Ana, de acordo com a região, o período, o material, a mão do Santeiro e também referências da cidade de Tiradentes e da Cadeia onde o Museu está instalado.Com total acessibilidade, além das salas de exposição, o Museu conta com o espaço Largo de Sant’Ana, aberto para convivência e adequado para recepção de eventos.


Fonte: Museu de Sant'Ana

Escritor blumenauense lança livro sobre arte sacra

Trabalho fotográfico de Daniel Curtipassi documenta a história religiosa em Santa Catarina.



O fotógrafo e escritor Daniel Curtipassi apresenta sábado, dia 2 de setembro, às 20h, na Igreja Nossa Senhora das Graças, em São Francisco do Sul, o livro “Assim na Terra - Arte Sacra em Santa Catarina”. A obra foi lançada no dia 9 de março durante a abertura da 1ª Temporada de Exposições do Museu de Arte de Blumenau (MAB). No livro, o blumenauense, que é ex-diretor da Fundação Cultural de Blumenau, apresenta fotografias e textos sobre locais do Estado que se destacam pela energia espiritual, simbolismo arquitetônico, pelo acervo de obras de arte sacra e pelas festas religiosas das comunidades.

A fé religiosa sempre foi a força de sustentação espiritual da humanidade. O nobre serviço das artes foi muito bem aproveitado pelas igrejas em todos os tempos. O projeto do livro conta com patrocínio da Lei de Incentivos Fiscais - Lei 8.313 artigo 18.

Curtipassi é fotógrafo há 40 anos, trabalhou por mais de três décadas para as indústrias de Santa Catarina e São Paulo, criando catálogos de produtos para essas empresas. Nascido no Alto Vale do Itajaí, reside em Blumenau desde 1958.

Na sua gestão como diretor da Fundação Cultural de Blumenau, na década de 1980, desenvolveu projetos como Blumenália na área de música, participou da criação e organização do Festival Universitário de Teatro de Blumenau, coordenações e organização de exposições de artes plásticas, lançamento de livros, entre outros eventos. Fotografou a arquitetura de diversos locais de Santa Catarina. É autor de quatro livros sobre as cidades da região (Blumenau, Pomerode, Timbó e Jaraguá do Sul), apresentando sua história desde a colonização, arquitetura, religiosidade e desenvolvimento comercial e industrial.

Texto de: Sérgio Antonello

Fonte: Site da prefeitura de Blumenau - SC

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Inscrições para Encontro de Arquitetura e Arte Sacra terminam sábado, dia 2/9






As inscrições para o 11º Encontro Nacional de Arquitetura e Arte Sacra, promovido pela Comissão para Liturgia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) terminam nesse sábado, 2 de setembro. A formação ocorrerá de 19 a 23 de setembro, na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), em Curitiba (PR).

Com o tema “Fé e arte: programa iconográfico nos espaços de celebração”, o encontro tem a intenção de promover um debate acadêmico e interdisciplinar sobre a dignidade dos espaços de celebração, bem como a importância da preservação do patrimônio artístico e cultural da Igreja.

De acordo com o perito do Setor Espaço Litúrgico, padre Thiago Faccini, a ideia da escolha da temática se deu devido à grande quantidade de igrejas e capelas que estão sendo construídas e artistas que estão se dedicando ao tema. “Nós temos percebido que se tem feito muitas pinturas, muitas obras, porém sem critério; pessoas com talento, porém sem uma orientação adequada”, avalia.

O religioso adverte que para pintar um espaço litúrgico ou para colocar uma imagem dentro do espaço litúrgico não basta ser apenas uma imagem ornamentativa, uma simples decoração. “Nós temos que ter uma arte litúrgica, uma arte a serviço da liturgia”, explica.

Além de oferecer o intercâmbio de experiências e formação, o encontro possibilitará ainda a realização de apresentação de comunicações e trabalhos acadêmicos, que promoverão a troca de pesquisas na área da Arquitetura e Arte Sacra. A conferência principal será ministrada pelo padre Ivan Marko Rupnik, atualmente diretor do Centro Aletti, localizado em Roma, dedicado à arte e espiritualidade.

“O encontro é uma oportunidade para reunir todos os profissionais, artistas e aqueles que trabalham com a questão do Espaço Litúrgico, com a Arte Sacra para realmente refletir sobre o tema, a importância dos espaços celebrativos para a Liturgia e para as comunidades e também promover a partilha, o intercâmbio, a formação desses profissionais envolvidos e a troca de experiência onde um vai conhecendo o outro”, completa o perito.

As inscrições são pagas e podem ser feitas no site do encontro.

Encontros

Os Encontros Nacionais começaram a ser desenhados em 1967, mas foi só em 1996 que de fato houve a formação de uma equipe e os encontros foram estruturados. Desde então, atinge cada vez um maior número de participantes, tornando-se um evento oficial para a Igreja e o mundo acadêmico.

Confira a programação completa no site do evento.

Fonte: CNBB

Conservação preventiva de Obras Sacras Marianas



Fonte: Museu Arquidiocesano de Arte Sacra - RJ

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

A Imagem de S. Bruno




Conta-se que, certa vez, um viajante visitou a igreja da Cartuxa e, ao dar de rosto com aquela admirável imagem de São Bruno, foi incapaz de conter a admiração:

– É perfeita! Só falta falar!

– Engana-se o senhor – respondeu, respeitoso, o monge que o guiava – Esta imagem é perfeita precisamente porque não fala.

A inspirada e singela anedota evoca um dos traços mais marcantes e fascinantes do monge cartuxo....O SANTO SILÊNCIO!!!

Fonte: Pe. Reinaldo Bento
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